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Legislativas 2015

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Cavaco reitera que já estudou todos os cenários pós-eleitorais

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FOTO Alberto Frias

O chefe de Estado voltou a apelar aos cidadãos para votarem este domingo e lembrou que já tem estudados todos os possíveis cenários pós-eleitorais

O Presidente da República reiterou este domingo que tem estudados todos os cenários pós-eleitorais e recordou que há mais de 30 anos que deixaram de ser possíveis os Governos presidenciais.

"Temos estudado todos, todos os cenários, todos os cenários foram estudados na Presidência da República ao longo deste tempo, agora só nos falta saber qual o cenário que vai ser determinado pelos portugueses depois da sete da tarde", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, depois de ter votado numa escola em Lisboa.

Voltando a apelar para que todos os portugueses “organizem a sua vida” para que ainda possam votar até à 19h, Cavaco Silva lembrou ainda a propósito dos cenários pós-eleitorais que os Governos saem dos partidos "em resultados dos votos" e que a partir da revisão constitucional de 1982 deixaram de ser possíveis Governos presidenciais.

Em declarações aos jornalistas à saída da secção onde exerceu o seu direito de voto, acompanhado pela mulher, o Presidente da República escusou-se a fazer qualquer "especulação" sobre os resultados das eleições legislativas de hoje, dizendo que “aguarda com toda a serenidade”.

"Especulações não faço, aguardo com toda a serenidade o conhecimento dos resultados e amanhã [segunda-feira], como se costuma dizer, é um dia em que o Presidente da República tem de refletir muito, muito, muito bem", acrescentou.

Quanto à abstenção, Cavaco Silva lembrou que não votar "não resolve qualquer problema", insistindo que "cada um deve participar na escolha que quer o futuro do país" e lamentando que, ao contrário do que sempre aconteceu, hoje se realizem jogos de futebol.

"Sempre pensei que era possível ajustar os calendários, parece que as organizações futebolísticas e os clubes não o conseguiram fazer, mas que não seja desculpa para os portugueses não irem votar, eu convido todos a organizarem a sua vida ainda esta tarde e encontrarem um espaço para exercer o direito cívico de votar", frisou.