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Legislativas 2015

Legislativas 2015

Projeções da abstenção entre 35% e 43%

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Nas legislativas de há quatro anos, das quais saiu o governo de coligação PSD/CDS, a abstenção ficou quase nos 42%

As projeções das televisões para a abstenção nas eleições legislativas de hoje situam-se entre os 35% e os 43%. A RTP avançou às 19h com uma previsão de abstenção de 35% a 40%, a SIC com 36,9% a 41,3% e a TVI entre os 39% e os 43%.

Em 2011, a abstenção situou-se nos 41,9%, a mais elevada de sempre registada em legislativas.

Para as eleições de hoje estavam recenseados 9.682.369 os eleitores, segundo dados da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

Às 16h mais de quatro milhões de eleitores já tinham votado, o que representava 44,38% dos 9,6 milhões de eleitores inscritos, uma subida de 2,4 pontos percentuais face às anteriores legislativas.

A taxa de abstenção em eleições legislativas tem vindo a aumentar em Portugal desde o primeiro sufrágio universal livre do género, há 40 anos, quando escassos 8,34 % dos eleitores não se deslocaram às assembleias de voto.

De pouco mais de 8% em 1975, a taxa de abstenção cresceu assim exponencialmente até aos 41,9% em 2011, depois de em 2009 se ter registado uma taxa de 40,32%.

Só em três ocasiões se verificou um ligeiro abrandamento da tendência, em 1980, 2002 e 2005, respetivamente, quando a coligação Aliança Democrática (AD) - constituída pelo PPD-PSD, o CDS e o Partido Popular Monárquico - venceu pela segunda vez, com maioria absoluta, assim como no triunfo do PSD de Durão Barroso e na primeira maioria absoluta do PS, com José Sócrates.

Em 1980, a abstenção recuou para 16,06 %, quando nas anteriores legislativas tinha atingido 17,13%, em 02 de dezembro de 1979.

Trinta e dois anos depois, a 17 de março de 2002, quando os sociais-democratas, liderados por Durão Barroso, ganharam as eleições, a taxa de abstenção cifrou-se em 38,52%, ligeiramente abaixo dos 38,91 % registados na segunda eleição de Guterres, a 10 de outubro de 1999.
Logo nas eleições seguintes, em 2005, que deram a Sócrates o seu primeiro mandato como primeiro-ministro, a abstenção ficou-se pelos 35,74 %, face aos anteriores 38,52%.