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Legislativas 2015

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Álvaro Beleza dececionado com resultado do PS. E diz que é preciso tirar ilações

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Para Álvaro Beleza, o resultado das eleições é uma "surpresa". E explicou: “Depois destes anos de austeridade, surpreende-me que os portugueses não tenham confiado no PS para governar o país”. Outros socialistas defendem discussão interna

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O socialista Álvaro Beleza disse esta noite que o partido tem de "refletir bastante" após as eleições deste domingo, acrescentando que o debate que vai seguir-se deve centrar-se no "confronto de ideias e não de pessoas".

"O debate e a reflexão que existir a seguir tem de ser primeiro um confronto de ideias e não de pessoas. Isto não pode ser um partido de vaidades, egoísmos e interesses pessoais", vincou Beleza aos jornalistas no Hotel Altis, onde o PS se concentra esta noite.

O responsável falava minutos após as projeções da RTP, SIC e TVI darem a vitória à coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) nas eleições legislativas, com alguns intervalos máximos próximos da maioria absoluta.

Para Beleza, ainda dirigente do PS e membro do Secretariado Nacional de António José Seguro, o resultado, a confirmar-se, é uma "surpresa". Explicou depois porquê: "Depois destes anos de austeridade, surpreende-me que os portugueses não tenham confiado no PS para governar o país".

Álvaro Beleza, que fez a transição entre as direções de António José Seguro e António Costa, diz que o segundo "bateu-se como um leão" na campanha eleitoral", e reforçou ainda nas suas declarações à imprensa o papel do PS na defesa dos portugueses.

"O PS estará sempre na linha da frente da defesa dos portugueses, nomeadamente dos portugueses mais desfavorecidos. Mas temos de facto de refletir bastante", vincou, sobre os resultados de todas as projeções.

O ex-dirigente socialista José Junqueiro afirmou este domingo que o líder do PS interrompeu um ciclo de "sucesso eleitoral continuado" e que deve ser António Costa o primeiro a apresentar a interpretação dos resultados das legislativas.

Esta posição foi transmitida à agência Lusa por José Junqueiro, vice-presidente da bancada socialista durante a liderança de António José Seguro e que não integra agora as listas de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Viseu.

Segundo o ex-secretário de Estado e ex-líder da Federação de Viseu do PS, "desde 2011" que o seu partido "iniciou uma oposição construtiva e obteve um sucesso eleitoral continuado nas autárquicas e nas europeias.

"O dr. António Costa interrompeu este ciclo em nome de um sucesso maior: Uma vitória absoluta do PS e um PS unido. Os resultados das eleições de hoje demonstram que esses objetivos de hoje não foram atingidos e, por isso, contrariamente a atitudes recentes, consideramos que a primeira palavra para interpretação dos resultados pertence ao secretário-geral do PS", apontou José Junqueiro. José Junqueiro insistiu esperar que essa atitude de António Costa: "Que fale ao PS e ao país".

“Costa deve apresentar a interpretação dos resultados”

O ex-dirigente socialista José Junqueiro afirmou este domingo que o líder do PS interrompeu um ciclo de "sucesso eleitoral continuado" e que deve ser António Costa o primeiro a apresentar a interpretação dos resultados das legislativas.

Esta posição foi transmitida à agência Lusa por José Junqueiro, vice-presidente da bancada socialista durante a liderança de António José Seguro e que não integra agora as listas de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Viseu.

Segundo o ex-secretário de Estado e ex-líder da Federação de Viseu do PS, "desde 2011" que o seu partido "iniciou uma oposição construtiva e obteve um sucesso eleitoral continuado nas autárquicas e nas europeias.

"O dr. António Costa interrompeu este ciclo em nome de um sucesso maior: Uma vitória absoluta do PS e um PS unido. Os resultados das eleições de hoje demonstram que esses objetivos de hoje não foram atingidos e, por isso, contrariamente a atitudes recentes, consideramos que a primeira palavra para interpretação dos resultados pertence ao secretário-geral do PS", apontou José Junqueiro. José Junqueiro insistiu esperar que essa atitude de António Costa: "Que fale ao PS e ao país".

Costa deve sair, diz João Assunção Ribeiro

O antigo secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, João Assunção Ribeiro, exige a "saída imediata do atual secretário-geral do Partido Socialista". Na sua página no facebOok, o ex-porta-voz do partido na liderança de António José Seguro é taxativo: "O partido das derrotas de 2011 e 2015 tem que dar lugar ao partido das vitórias de 2013 e 2014, para ganhar em 2016 e 2017. Isso implica a saída imediata do atual secretário-geral do PS".

Já depois de terminada a conferência de imprensa de António Costa, o antigo dirigente socialista - atualmente a desempenhar funções nas Nações Unidas, na Coreia do Sul - considerou-a "absolutamente lamentável". "Cada voz do PS que se cale perante este exercício de cinismo e de alienação estará a condenar o PS a uma irrelevância dificilmente recuperável".

Roseta diz que esquerda tem que dialogar

Helena Roseta lamentou, por seu turno, que os partidos de esquerda se tenham atacado durante a campanha, defendendo que é necessário analisar essa situação internamente. "Toda a gente viu na esquerda a atacarem-se uns aos outros. Mas para as guerras internas teremos tempo para analisar."

A apoiante da candidatura de António Costa considerou ainda que sem o atual líder do partido será mais difícil unir as forças de esquerda. "Não sou filiada, apoiei o PS por convicção. Mas António Costa era o único que era capaz de unir a esquerda"

A solução nova, defende Helena Roseta, passa pelos líderes dos partidos de esquerda "sentarem-se à mesa".

“Todos os resultados têm uma leitura política”

Eurico Brilhante Dias afirmou que a probabilidade da coligação ter maioria absoluta é "diminuta". Sobre a derrota do PS, o dirigente socialista realçou que "todos os resultados eleitorais têm uma leitura política".

Questionado sobre se houve falta de união no PS, Eurico Brlihante Dias disse que não foi isso que falhou nestas eleições. "Participei na escolha do candidato a primeiro-ministro nas primárias, convictamente achei que era o melhor candidato.
Nesta linha, aquilo que nós todos coletivamente temos que fazer respeitar e apoiar António Costa", concluiu.