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Legislativas 2015

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Editor do Wall Street Journal diz que Portugal “deve ser um lugar de sonho para muitos responsáveis europeus”

Joseph C. Sternberg, um dos editores do Wall Street Journal, elogia o desempenho do país e dos portugueses, os quais, na sua opinião, “têm revelado muito mais inteligência do que muitos gregos e alguns eleitores espanhóis”. Apesar disso, considera que ainda há muito a fazer no país

Helena Bento

Jornalista

Num artigo de opinião publicado no Wall Street Journal, de que é editor, Joseph C. Sternberg diz que Portugal "deve ser um lugar de sonho para muitos responsáveis europeus", já que "depois de quatro anos a braços com uma crise da dívida soberana e um resgate, o Governo português conseguiu manter o seu orçamento controlado e fazer com que a economia crescesse de acordo com metas estipuladas no programa de ajustamento".

Joseph C. Sternberg diz ainda que Portugal é "o exemplo perfeito" de um plano de resgate "que correu bem", mas que isso, podendo ser encarado como um resultado positivo, acaba por ser o problema do país e da Europa. "Ao testemunhar o sucesso de um programa de ajustamento torna-se claro que se trata de um plano concebido para criar uma economia disfuncional na eurozona", diz o jornalista, acrescentando que, depois de quatro anos de reformas, a recompensa para Portugal é assemelhar-se a França, tendo no entanto uma crise económica não ultrapassada com a qual a próxima geração política terá de lidar.

Apesar disso, o jornalista elogia as "conquistas" de Portugal nos últimos anos, descrevendo-as como "impressionantes", e diz que o Governo português conseguiu evitar os protestos da população ao ter chegado a acordo com os principais sindicatos. Joseph C. Sternberg dirige ainda um elogio aos portugueses, que "têm mostrado muito mais inteligência do que muitos gregos e alguns eleitores espanhóis".

Por isso, esperam-se umas "eleições calmas" no domingo, mas isso não é positivo, defende o jornalista. "Portugal precisa de um debate mais forte onde sejam discutidas formas de atrair investimento, e isso irá exigir uma nova ronda de reformas políticas e reformas fiscais mais profundas", tema que "os políticos portugueses, em geral, têm evitado abordar durante a campanha eleitoral", diz.