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Legislativas 2015

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Costa volta a apelar à maioria absoluta: “As pessoas precisam de virar a página com confiança”

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Rui Duarte Silva

O líder socialista diz, em entrevista à Rádio Renascença, que é necessário um voto inequívoco no PS para garantir um Governo com estabilidade. Mas não recusa um entendimento com “qualquer partido com assento parlamentar”

António Costa admite que os portugueses podem ter receio da mudança, mas garante estar “confiante” no resultado do próximo domingo. Sublinha ainda que há “situações que aconteceram no passado que são irrepetíveis no futuro”, referindo-se ao anterior Governo do PS.

“Acho que aqueles sinais que tenho tido na rua ao longo destas semanas, e sobretudo nestes últimos dias, só me confortam relativamente à forma como vejo estes resultados eleitorais e aquilo que é uma indiscutível vontade de desejo de mudança. Estou muito tranquilo e muito confiante naquilo que vai ser a mensagem dos portugueses”, afirmou o secretário-geral do PS em entrevista à Rádio Renascença.

Defendendo que os portugueses farão uma “escolha prudente” este domingo, Costa reiterou que a alternativa socialista é a única que rompe com a austeridade e abre “um novo ciclo de esperança” para o país.

Sobre a possibilidade de maioria absoluta, o líder socialista voltou a apelar ao voto claro no PS, de forma a garantir um governo com mais estabilidade. “Acho que isso é muito necessário. A experiência indica-me que sem maioria é mais difícil haver acordos do que quando há maioria.”

Questionado sobre eventuais entendimentos à esquerda, Costa diz não recusar qualquer acordo com os partidos com assento parlamentar. “Eu não excluo nenhuma força política da necessidade de fazer parte do diálogo. Os portugueses é que escolhem os partidos que têm assento parlamentar. Eu por mim falarei com todos, dialogarei com todos e acho que é importante contar com todos para esta nova fase da vida do país.”

Confrontado com a eventual decisão do Presidente da República no cenário pós-eleitoral, o líder socialista insiste na necessidade de o PS alcançar maioria absoluta no parlamento. “A última coisa que o país precisa, além desta crise financeira e económica, é agora uma crise política e incertezas sobre o seu futuro. A melhor forma de cada português não deixar nem nas mãos do Presidente da República, nem dos jogos parlamentares a formação do Governo é votarem claramente no PS.”

“No domingo, vamos permitir que Presidente da República não tenha nenhuma dor de cabeça e aplique de forma clara e indiscutível a Constituição, indigitando PS a formar Governo”, refere. Afirmando que o PS tem sido sempre um “referencial de estabilidade", Costa prometeu que caso seja eleito líder do próximo Governo, será capaz de “mobilizar e unir os portugueses”, além de “pôr a economia a funcionar”.

Critica ainda o facto de com o atual Governo de coligação “o défice ter ficado igual e a dívida maior do que no início” da legislatura, acusando também o Executivo de mentir aos portugueses sobre os custos do Novo Banco e os números da emigração. “Infelizmente tem sido marca deste últimos dias. Todos os dias este Governo é desmentido por uma institução oficial”, diz. “As pessoas precisam de tranquilidade e de virar a página com confiança. (...) Por isso somos uma alternativa de seriedade e com as contas bem feitas.”