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Legislativas 2015

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CDU canta derrota da direita

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Marcos Borga

É preciso “esperar pelo voto do povo” diz Jerónimo de Sousa que, apesar de tudo, já tem a certeza de que a coligação PSD/CDS vai ter uma “pesada derrota”. A CDU não abre o jogo sobre o que irá fazer num parlamento sem maioria absoluta, mas aplaude o facto de “haver condições para interromper” a política seguida “nos últimos 39 anos”

Depois do PS e antes da coligação PàF, os comunistas desceram o Chiado, aproveitando os últimos cartuchos de uma campanha eleitoral que está mesmo a chegar ao fim. A banda que abria o desfile, onde participaram Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia, mas também Rita Rato e Miguel Tiago, entoava o “cheira bem, cheira a Lisboa”, alterando um pouco a playlist que tem dominado esta campanha.

O desfile correu bem, como correm bem as sondagens para os lados da CDU. Pelo menos, na leitura que Jerónimo delas faz. “As projeções mostram que a direita PSD e CDS vão perder a maioria absoluta de 50% que tinham nas últimas eleições, o que os impede de prosseguir a política do quero, posso e mando”.

Nem uma palavra sobre o PS que, ao longo das últimas duas semanas, foi o grande bombo da festa dos discursos do líder do PCP. Como também não houve qualquer menção sobre o que os comunistas vão fazer no Parlamento perante a ausência de uma maioria clara de Governo.

“Permitam que novas soluções sejam encontradas na Assembleia da República”, tinha já dito, terça feira à noite, Jerónimo. Esta sexta-feira, apenas constatou que “há condições para interromper está política”. O que fará, então, a CDU permanece, porém, um mistério.

Marcos Borga