Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

PS sem nomes óbvios para suceder a Costa

  • 333

Rui Duarte Silva

O PS ainda não está em si com a possibilidade de derrota. Mas perante a teimosia das sondagens já só se pensa no dia seguinte

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Texto

Subdiretor da SIC

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Texto

Jornalista da secção Política

Francisco Assis recusa. E Pedro Nuno Santos também. Os dois nomes de quem se falava que poderiam avançar para uma disputa da liderança do PS, em caso de derrota de António Costa nas legislativas de domingo, não deverão ser candidatos. O eurodeputado, que chefiou a lista socialista nas europeias de 2014 (obtendo os 31,46% que Costa considerou insuficientes, mesmo sendo vitoriosos), foi perentório: “Não estou disponível”, disse ao Expresso.

Já o cabeça de lista por Aveiro, um dos jovens turcos de Costa, o Expresso sabe que também não será candidato “em nenhum cenário”. Mas será que é mesmo assim? Vários socialistas ouvidos pelo Expresso garantem que Assis “tem tudo preparado” para avançar em caso de derrota do PS.

Já fontes próximas de Pedro Nuno asseguram que tem havido muitos contactos e que ele “está a fazer uma avaliação”, mas só se candidata se se confirmar a derrota do PS e a saída de Costa da liderança.

São demasiados ‘ses’, a começar pela dúvida sobre ‘se’ será mesmo possível que aquele que há exatamente um ano (cumprido a 28 de setembro) venceu de forma inquestionável as primárias para candidato a primeiro-ministro pelo PS, embalado pela perspetiva de uma maioria absoluta que parecia uma miragem conseguir com António José Seguro, acabe afinal derrotado por uma coligação de direita que ninguém imaginava poder ser reconduzida ao Governo após quatro anos de uma austeridade sem precedentes.

Mas, a confirmarem-se as sondagens, é isso mesmo que vai acontecer. E poucos acreditam que Costa possa ficar na liderança, por mais que o próprio diga a terceiros que não considera a saída inevitável (sobretudo se a derrota for por curta margem e ele puder acenar com o cenário de eleições antecipadas a breve trecho).

Leia mais na edição desta sexta-feira do Expresso