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Legislativas 2015

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Jerónimo não vê ninguém a ganhar com maioria. E impõe condição para dialogar com o PS

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Marcos Borga

“Os portugueses não podem ser iludidos outra vez com maiorias absolutas”, diz o líder comunista em entrevista à Rádio Renascença

Jerónimo de Sousa não acredita que das legislativas deste domingo saia um governo com maioria absoluta no Parlamento. Admite ainda dialogar com o Partido Socialista (PS), mas apenas se o partido liderado por António Costa estiver disposto a romper com a “atual política da direita”.

“Aquilo que sempre afirmamos de forma clara é que os portugueses não podem ser iludidos outra vez com maiorias absolutas ou sem maiorias absolutas, com aquilo que caracterizamos como uma política de direita, que no essencial tem sido exercida pelos três partidos. E há necessidade de facto de uma rutura, de uma mudança”, afirmou o líder comunista à Rádio Renascença.

Questionado sobre a margem de diálogo com o PS, Jerónimo garante que haverá sempre essa margem. Mas... “Estamos sempre disponíveis para um diálogo sincero, mas com substância e com objetivos e não à procura de um diálogo ou de uma convergência que pensa apenas no poder e não pense na política e na vida das pessoas.” O líder comunista insiste que em primeiro lugar é preciso que Partido Socialista mostre “se está disposto ou não romper este caminho para o desastre e encetar um caminho novo para uma política que corresponde aos interesses nacionais”. “Antes de qualquer seleção pontual e específica, esta é a primeira
grande resposta que tem que ser dada e o Partido Socialista não a dá.”

Jerónimo de Sousa garantiu a “disponibilidade da CDU para a construção de uma política patriótica e de esquerda.”

No penúltimo dia da campanha eleitoral, o líder comunista mostra-se confiante no resultado do próximo dia 4 de outubro, “porque o que as pessoas querem é mesmo soluções para as suas vidas, não querem mais do mesmo”.

Instado a avançar com um resultado mínimo desejável para o partido, Jerónimo disse que tudo o que for acima da percentagem de votos alcançada em 2011 será positiva. “Nós não quantificamos, nós consideramos até que a partir dos 7,9% cada décima, cada voto, cada deputado vai ter que ser conquistado a pulso e nesse sentido. Mas mantemos esse objetivo. Mais votos e mais deputados”.