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Legislativas 2015

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Jerónimo acusa Cavaco de “fazer tudo para salvar a política de direita”

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Marcos Borga

Secretário-geral da CDU critica decisão do Presidente da República de faltar às comemorações do 5 de outubro para reflectir sobre os resultados eleitorais

Um dia depois de acusar Cavaco Silva de “manobras e chantagens” para condicionar as eleições, Jerónimo de Sousa voltou esta quinta-feira à carga, frisando que o Presidente da República faz tudo “para salvar a política de direita”.

Numa arruada em Setúbal, o líder da CDU lamentou ainda a decisão de Cavaco de faltar às comemorações do 5 de Outubro para ficar a refletir sobre os resultados das legislativas e o que fazer em caso de não haver nenhuma maioria absoluta.

“A República merece ser celebrada. Trata-se de uma celebração importantíssima. [Cavaco Silva] devia estar nem que fosse só 10 minutos, uma pequena declaração. É uma decisão que só responsabiliza o próprio”, criticou o secretário-geral do PCP.

Questionado pelos jornalistas sobre a sondagem da Universidade Católica para a RTP e Antena 1 que dá uma vitória à coligação PSD/CDS por seis pontos e um empate entre a CDU e o Bloco de Esquerda, Jerónimo de Sousa sublinhou que “deve haver, no mínimo, uma dúvida razoável” relativamente a estes estudos sobre as intenções de voto.

“Neste país e pela Europa fora, as sondagens já falharam rotundamente”, disse. Mas mesmo que a coligação de direita vença as eleições de domingo, o líder comunista não tem dúvidas de que PSD e CDS terão “uma grande derrota”, em comparação com os 50% que obtiveram em 2011.

Marcos Borga

Jerónimo de Sousa disse estar cada vez mais confiante que a CDU vai conquistar mais votos e mais deputados, uma convicção dada “pelas sondagens de norte a sul do país” que os comunistas têm feito diariamente “nos desfiles, nas arruadas e no contacto com a população” ao longo das duas semanas de campanha.

“Somos diferentes. Não queremos cargos para nos servirmos a nós próprios. Os deputados da CDU podem dizer com orgulho que o que recebiam na fábrica ou no emprego é o mesmo que recebem como deputados”, frisou o líder comunista, acusando mais uma vez PSD, CDS e PS de “estarem do lado dos poderosos, do capital financeiro e dos grande grupos económicos”.

O penúltimo dia de campanha da CDU termina com um jantar comício na Quinta do Conde, em Sesimbra.

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