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Legislativas 2015

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“Há quem tenha plano A e plano B”, mas o PSD está “tranquilo”

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Luis Barra

Passos Coelho disse que se habituou ao longo desta campanha “a ver realmente os ziguezagues” e “a inconstância daqueles que disputam as eleições connosco”. Num almoço na Lousada, o líder dos sociais-democratas lembrou ainda “Portugal está a diminuir o rácio da dívida e estará a diminuir a sua dívida também”

Pedro Passos Coelho referiu esta quinta-feira, numa alusão ao PS, que há quem tenha plano A e plano B para após as legislativas, e acrescentou que a coligação PSD/CDS-PP aguarda com tranquilidade a escolha dos portugueses.

"Há quem tenha plano A, plano B e não sei quantos outros planos. Temo-nos habituado nesta campanha a ver realmente os ziguezagues, a inconstância daqueles que disputam as eleições connosco. Tenho a certeza de que os eleitores estão atentos e não deixarão de fazer a sua própria avaliação", declarou Pedro Passos Coelho, acrescentando que, da parte da coligação PSD/CDS-PP, o que existe é "serenidade e tranquilidade" face às eleições de domingo.

O presidente do PSD deixou esta mensagem num almoço de campanha com jovens, na Lousada, no distrito do Porto, durante o qual afirmou que "Portugal está a diminuir o rácio da dívida e estará a diminuir a sua dívida também", comentando dados do Banco de Portugal.

"Vimos confirmado o que há mais de uma semana soubemos através do Instituto Nacional de Estatística (INE): que até ao final deste ano a dívida pública portuguesa passará de um valor de cerca de 130% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2014 para pouco mais de 125% até ao final deste ano", mencionou.

O presidente do PSD, que fez uma intervenção de 20 minutos, completou: "Quer dizer, não obstante aquilo que foram as reclassificações estatísticas e os efeitos meramente contabilísticos que foram adotados pelas instituições que contabilizam estas matérias e que foram comunicados a Bruxelas, Portugal está a diminuir o rácio da dívida e estará a diminuir a sua dívida também".

Antes, Passos Coelho enquadrou esta questão dizendo que "ainda há pouco mais de uma semana" o INE tinha divulgado a Bruxelas "o procedimento por défice excessivo, aonde está retratada a dívida pública" portuguesa, e que "hoje o Banco de Portugal atualizou essas séries estatísticas a partir de 2011".