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Legislativas 2015

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Eles acham que está ganho. “Nunca mais é domingo”

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Paulo Portas e Passos Coelho, em campanha para as Legislativas de 4 de outubro de 2015

Coligação confia que a vitória está no papo. A dúvida é a maioria absoluta. Passos Coelho já garantiu que, ao contrário de Costa, não fará “birras”. Ou seja, sem maioria, governará. Mas no Porto e em Lisboa dão o tudo por tudo para a tentar

Ângela Silva

Ângela Silva

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Jornalista

Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Eles dizem que não, mas pensam que sim. A coligação Portugal à Frente acredita que a vitória no domingo está garantida e o desabafo que nos últimos dois dias alastrou nos bastidores foi que “nunca mais é domingo”. A três dias do voto, a obsessão é segurar a tendência, não cometer erros e tentar engrossar a onda. Com Passos Coelho no papel de humilde respeitador dos resultados eleitorais.

“Nós não amuamos nem fazemos birras. Não chantageamos os portugueses”, afirmou o primeiro-ministro, na noite desta quarta-feira em Viseu. “Aceitaremos sempre o resultado consciente das escolhas que os portugueses vierem a fazer”, garantiu. O tudo por tudo pela maioria absoluta faz-se com luvas de plica.

A agressividade pode levar aos eleitores o medo do poder absoluto. E Passos repete: “Isto não é para mim ou para o dr. Paulo Portas. Não é uma questão partidária, é uma questão nacional. É muito importante que o próximo Governo disponha de condições estáveis e de uma maioria que permita ao país governar-se a si próprio”. Mas como já houve quem dissesse “que uns podem ganhar e outros governar”, Passos alerta: “Só há uma maneira de o evitar, é serem os portugueses a dizerem com clareza que Governo querem”.

Depois de dois dias tranquilos, em que Paulo Portas continuou a fazer as despesas da coligação no ataque ao PS - “a questão não é entre esquerda e direita, é entre passado e futuro” -, Passos Coelho esbanjou, sobretudo junto de idosos, sensibilidade e promessas de melhores dias. E esta quinta-feira há mais: idosos de manhã e jovens ao almoço. São os últimos cartuchos da aposta na reconciliação com os que durante quatro anos disseram mal do Governo.

À tarde, no Porto, há arruda e comício ao ar livre. E na sexta a festa acaba em Lisboa, o distrito mais difícil para a direita. Passos e Portas, que escolheram candidatar-se pela capital, arriscam tentar encher a Praça da Figueira. Domingo, afinal, já está quase.