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Legislativas 2015

Legislativas 2015

É como fuligem que se deposita nas paredes da nossa cabeça

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"Fuligem", curta-metragem de David Doutel e Vasco Sá, resultou da vontade de explorar a questão do encerramento de linhas férreas e estações de comboio nos anos 80 em Portugal. Quando o filme foi lançado, em 2014, caiu nas boas graças do público e da crítica. Foi o grande vencedor do Cinanima, o mais importante festival português de cinema de animação, fazendo com que David e Vasco se tornassem os primeiros portugueses a ser distinguidos com o galardão máximo nesse festival - e venceram mais, incluindo lá fora. Este é o 29.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que é Portugal em vésperas de eleições. Hoje é sobre talento. Talento português

Helena Bento

Jornalista

Em "Fuligem", curta-metragem de animação dos portugueses David Doutel e Vasco Sá, há um homem que viaja de costas num comboio, no sentido oposto ao da marcha. Havia mais lugares disponíveis, que certamente dariam a ver melhor paisagem, mas ele preferiu aquele. "Todos nós preferimos viajar de frente, até pelo conforto que isso nos traz, mas este homem viaja de costas à procura daquilo que ficou para trás", explica David. Foi a partir desse gesto quotidiano, dessa "ação tão simples", que os dois realizadores começaram a construir "Fuligem", a grande vencedora da 38ª edição do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, o mais importante festival português de cinema de animação e um dos mais antigos da Europa.

Com argumento escrito por David e Vasco, em conjunto com Pedro Bastos, o filme, estreado no ano passado, percorre em 14 minutos quase 27 anos da história de um homem. Vemo-lo em criança, a brincar com um comboio faz-de-conta numa rua deserta de um lugar meio abandonado, e a entrar depois à socapa por um porta aparentemente trancada com traves de madeira que dá acesso a uma casa cujas traseiras dão para uma linha de comboio. Ao lado da linha está uma carruagem abandonada, onde o rapaz entra, com a destreza de quem já faz aquilo há muito tempo, para dar início a uma viagem imaginária. Depois, vamos vê-lo já adulto, a viajar de comboio, sentado de costas, no sentido oposto ao da marcha, "à procura daquilo que ficou para trás".

"Fuligem" é o retrato de um pedaço do mundo em perpétua transformação

À semelhança de "O Sapateiro" (primeiro filme assinado por Vasco e David, e que venceu em 2013 o prémio de Melhor Filme de Animação Português no Monstra, Festival de Cinema de Animação de Lisboa), "Fuligem" retrata um pedaço do mundo em perpétua transformação. Ancorado na vontade dos dois realizadores de explorar a questão do encerramento de linhas férreas e estações de comboio a partir dos anos 80 em Portugal, sobretudo no interior do país, "Fuligem", mais do que querer vincar "um lado muito saudosista" ou alinhar com aqueles que dizem que "antigamente é que era bom e agora está tudo mal", pretende refletir sobre as transformações ocorridas no país nas últimas décadas. "Não nos interessa ser moralistas em relação ao passado, interessa-nos perceber que impacto tiveram determinadas decisões que foram tomadas e o que de positivo e negativo trouxeram às pessoas", explica David, de 32 anos.

Habituados desde cedo a viajar de comboio, hábito se tornou uma rotina durante a fase de produção dessa primeira obra assinada pelos dois (vivem no Porto e viajavam até Lisboa), Vasco e David dizem que "ao olhar para as ruínas de antigas estações e para as linhas férreas que foram abandonadas percebe-se facilmente que há ali qualquer coisa que não foi feita como deveria ter sido, e que continua por explicar".

"Hoje, provavelmente, faz pouco sentido que o comboio páre em determinados sítios. O problema é que a decisão de encerrar algumas linhas férreas foi tomada há cerca de 20 anos, isto é, numa altura em que ainda viviam muitas pessoas ali", diz David. E as consequências, já se sabe quais foram: despovoamento do interior e o isolamento e perda de ligações das pessoas que ali viviam, acrescenta.

Vasco, 36 anos, sublinha a importância dos comboios nessa altura. "Foram eles que permitiram às pessoas que vinham de fora, que não viviam no interior do país, conhecer lugares que, de outra forma, não teriam possibilidade de conhecer". Já num texto de apresentação de uma exposição que realizaram em 2014, na Galeria Solar, em Vila de Conde, os dois realizadores tinham escrito sobre as linhas de comboio recorrendo a metáforas vivas. "As linhas de comboio, mais do que simples ligações entre lugares, são plenas de vida, de movimento e de histórias. São, mais do que um trilho para a locomotiva, ligações entre pedaços de vida de pessoas, são pontes para recordações e memórias que, apesar de afastadas, estão à distância de um bilhete", lê-se no texto.

Partindo da palavra "fuligem", que dá título ao filme e "está associada aos comboios a vapor e àquilo que ainda podemos encontrar nos túneis e noutros locais perto das estações", David e Vasco quiseram também explorar a memória e a recordação de uma paisagem que quase nos entra pelos olhos e depois se esvai. E a ideia de um percurso de vida. "A fuligem é tudo aquilo que resta, que fica para trás, e é também aquilo que fica agarrado, incrustrado nas paredes, neste caso da nossa cabeça", explica David, citando, em parte, a sinopse do filme, que diz assim: "É como fuligem que se deposita nas paredes da nossa cabeça. Não a vemos. Já faz parte."

"Não vivemos no futuro de quando éramos novos"

O filme dos dois realizadores (ambos licenciados em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto, com uma especialização em Animação) tem uma vertente assumidamente política. Antes de avançarem para a fase de produção, que demorou um ano e contou com a participação de outros 12 profissionais, Vasco, David e Pedro, os três argumentistas, reuniram-se muitas vezes para discutir esta questão do abandono das linhas férreas e as consequências que trouxe para o país, nomeadamente a desertificação e declínio demográfico nas regiões do Interior, fazendo a partir daí a ponte para determinadas questões políticas.

Foi também nessa altura, durante uma conversa entre os três, que concordaram que pode ser interessante fazer o exercício de olhar para trás, perceber o que cada um de nós sonhou, que futuro imaginou para si, e comparar com aquilo que é o nosso presente, a nossa vida agora, para perceber o quanto nos desvíamos daquilo que realmente queríamos. "Quantos a nós, temos a impressão de que não vivemos no futuro de quando éramos mais novos", dizem.

Além desta vertente, houve também um lado visual que lhes interessou explorar. Tal como em "O Sapateiro", há em "Fuligem" um "espaço grande para o que é a memória e até a nostalgia". "O comboio está associado a uma série de registos visuais que quisemos também explorar aqui", explica David.

"Prémios são a pontinha da pontinha do icebergue"

David Doutel e Vasco Sá não só venceram o prémio máximo do festival de cinema de animação Cinanima, como foram os primeiros portugueses a consegui-lo desde que o galardão foi criado. Esse feito, só por si, não é razão para grandes euforias. "É óbvio que [o prémio] tem uma carga simbólica enorme, porque se trata de festival com uma grande importância histórica, mas estamos a ser honestos quando dizemos que há realizadores portugueses muito bons que já o podiam e mereciam ter ganho", diz David.

Além desta distinção, os dois realizadores foram galardoados em 2014 com o Prémio do Público da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e o prémio de Melhor Realizador Português no Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde. Em 2015, foi-lhes atribuído três galardões no festival Monstra (prémio de Melhor Filme Português, Prémio Especial do Júri e Prémio do Público).

A curta-metragem foi ainda selecionada e premiada em vários festivais de cinema internacionais, entre eles o Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, em Espanha, onde venceu o Prémio CEXECI e o Prémio Especial de Animação, e o Golden Boll International Short Film Competition for Mediterranean Countries, na Turquia, em que foi considerada a melhor curta de animação.

Vasco Sá e David Doutel reconhecem que os prémios têm importância, até porque dão um grande incentivo, mas dizem que "são apenas a pontinha da pontinha do icebergue do que tudo isto é". Mais interessante, dizem eles, é ir a festivais internacionais apresentar os filmes e conhecer outros realizadores e outros projetos.

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    Há quem não esteja inscrito como desempregado mas não tenha um emprego regular. E as histórias que estão por trás dos números do desemprego são muito distintas – idades, habilitações, local de residência e experiência profissional condicionam o passo seguinte. A taxa de desemprego tem vindo a descer e no 2.º trimestre havia 620,4 mil desempregados - mas “os números do desemprego são cegos”. Este é o 22.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Um sabor a terra: o ouro branco da gastronomia

    Começou tudo há 30 anos. Heliodoro Joaquim emigrou para França e foi por lá que teve a oportunidade de provar o caviar de caracol. Gostou tanto que fez negócio da descoberta. Três décadas depois, e já de volta a Portugal, Heliodoro e o filho exportam a iguaria para Espanha e ainda China - Holanda e Emirados Árabes Unidos são já a seguir. E Espanha não é por acaso: as estatísticas mostram que as exportações de produtos portugueses para os vizinhos aqui do lado representaram a maior fatia (23,5%) - segue-se França e depois a Alemanha (11,7% para cada). Este é o 21.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Era o meu momento

    João Viegas partiu para Espanha em 2011 e desde então está lá a trabalhar. Queria uma carreira no estrangeiro. “Fui porque à minha volta não via nada que me dissesse ‘fica, João, aqui há mais e melhor para ti!’.” E como o pai lhe dizia: filho de emigrante raramente fica no país onde nasce. Desde 2011 emigraram 395 mil portugueses, o que faz de Portugal um dos principais países de emigração do mundo. Este é o 20.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • A liberdade de ter tempo

    João nasceu com alma de viajante. Viajou sempre. Em 2008, largou tudo para sair à aventura pelo mundo. Participou em missões em Cuba, Moçambique e Guiné-Bissau. Hoje dedica-se a preparar expedições além-fronteiras com portugueses. No ano passado, 4,1 milhões de portugueses realizaram pelo menos uma viagem turística. Este é o 19.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Conhecer o crime: das estatísticas morais à construção social

    Há estatísticas de crimes em Portugal desde 1837, ainda que incialmente fossem pouco rigorosas. A partir do início do século XX começaram a ser mais sistemáticas e eram usadas para “ver como estava o país”. Os dados atuais mostram que a maioria dos crimes em Portugal é contra o património - e Lisboa, Porto e Setúbal registam metade da criminalidade total. Este é o 18.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • O maravilhoso mundo dos computadores gigantes (e o traiçoeiro exercício de futurismo)

    Isto foi dito há umas décadas: “Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa”. Eram dias de computadores monstruosos - o futurismo, sempre traiçoeiro, não tinha como antever estes dias em que o mundo inteiro anda nos nossos bolsos, dentro de um telefone, ou em cima das nossas secretárias, em computadores cada vez mais pequenos. Estima-se que sejam vendidos 571 mil portáteis e três milhões de smartphones em Portugal este ano - o maior número de sempre. Este é o 17.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Vejo tudo negro

    José António viu arder os terrenos, as árvores e os animais em Sortelha, concelho de Sabugal, onde se deu o maior incêndio no país desde o início deste ano. Até ao final de agosto, os incêndios consumiram 53.951 hectares, mais do que no ano passado, mas menos do que a média anual na última década. Este é o 16.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Um país com menos livros e com menos jornais

    As vendas de livros e de jornais em banca continuam em queda e muitas livrarias fecharam (de 694 em 2004 para 562 contabilizadas em 2012). Será que o digital constitui realmente uma ameaça? Este é o 15.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • É isto que eles pagam

    Um em cada cinco trabalhadores (20%) leva hoje para casa o ordenado mínimo: €505, menos do que o salário real de 1974 indexado à atualidade. Clarice e Maria são duas mulheres, de histórias e vidas bastante diferentes, que o recebem todos os meses. Mas enquanto Maria descobriu este ano o primeiro emprego e tem ainda poucas despesas, Clarice já recebe o mínimo há duas décadas, tem uma casa para sustentar e todos os seus dias são uma luta pela sobrevivência. Este é o 14º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • O que sobra a um é o que falta a outro

    Estima-se que um milhão de toneladas de alimentos seja desperdiçado por ano em Portugal. Para fazer a ponte entre o que sobra a um e falta a outro, há associações como a Refood, que já distribui cerca de 35 mil refeições por mês. Este é o 13.º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • A dignidade de saber ler e escrever. E de compreender

    Aos 54 anos, Edna decidiu voltar a estudar. Começou a trabalhar aos nove e, por isso, as palavras que poderia ler e escrever ficaram pelo caminho – aprendeu-as na 1ª e 2ª classe mas acabou por esquecê-las, guardando na memória apenas o nome e algumas letras, soltas, desordenadas. Hoje, após dois anos de aulas, já não contribui para as estatísticas oficiais de analfabetos (eram 5,2% em 2011), mas tem pela frente a barreira da iliteracia - tal como muitos portugueses (eram 48% em 2005) que não conseguem compreender totalmente o que leem. Este é o 12º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Uma casa para o resto da vida

    Há mais pessoas a comprar casa e o sector da construção e do imobiliário tem sentido as melhorias. Filipa Vasconcelos e o marido tiveram um bebé no final do ano passado e decidiram, pela primeira vez, que fazia sentido comprar casa. “Claro que vamos ficar a pagar a prestação para o resto da vida, mas também pagaríamos uma renda.” Compraram um T4 com cinco assoalhadas por 75 mil euros. Este é o décimo artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • “Estou aqui com uma ideia: devíamos fazer uma academia para ensinar desempregados a programar”

    Por um lado há vagas para programadores que ficam por preencher, por outro há jovens qualificados sem emprego. A Academia de Código é uma empresa criada em 2013 para juntar as duas coisas e já estendeu as aulas de código às escolas primárias. Desde o início deste ano, a criação de empresas já está 8,4% acima de 2014. Este é o 11º artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Vencer o vício da prisão

    Até aos 44 anos, António passou o tempo a entrar e a sair da prisão. Mas algo foi diferente da última vez: quando chegou cá fora tinha algo a que se agarrar. Entre 2010 e 2014, o número de reclusos nas prisões aumentou 20,4% – e só no fim dos anos 1990 houve um número semelhante de presos. Este é o nono artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • O problema mais sério ainda está para chegar

    O centro de saúde de Mogadouro já teve 18 mil utentes e 13 médicos, agora tem metade. A diretora do centro lembra que será um “problema grave” quando ali se reformarem os médicos mais velhos. Portugal tem uma das maiores disparidades da UE na distribuição de médicos no território: por 1000 habitantes, há 2,2 médicos em zonas rurais e 5,1 em zonas urbanas. Este é o oitavo artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Treze mil dias de mar

    Carlos Alfaiate é pescador desde os 14 anos. Pescou na Mauritânia e em Marrocos, tem 36 anos e oito meses de mar no corpo, tirou chernes que valiam €1200. Passou décadas fora de Portugal e regressou em 2004, com arrependimentos e angústias. O sector de Carlos, que se fartou tantas vezes do mar, mudou nas últimas décadas e as 119.890 toneladas de peixe vendidas em 2014 são o valor mais baixo desde que há registos. Este é o sétimo artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Minha querida agricultura

    António quis fugir da vida na terra que os pais e os irmãos levavam. Estudou engenharia, trabalhou como programador e aos 50 anos voltou à agricultura. Emociona-se no fim da conversa, ele que faz parte dos 6,5% de população agrícola familiar em Portugal, proporção que em 1989 era de 19,8%. Este é o sexto artigo da série “30 Retratos” que o Expresso está a publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • “Não estou a fazer sapatos nem salsichas - há mais qualquer coisa nisto.” O cinema independente não está morto

    O cinema já foi dado como morto várias vezes. O número de espectadores diminuiu 30% numa década, as receitas de bilheteira caíram 12% e houve várias salas que fecharam. Mas há duas histórias paralelas a esta, a do Cinema Nimas e a do Cinema Ideal, em Lisboa, que reabriu em agosto do ano passado. Este é o quinto artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • O “fator 30” traz mais bebés?

    Nos primeiros meses deste ano já nasceram mais bebés do que no mesmo período do ano anterior, embora ainda seja cedo para concluir que a natalidade vá aumentar em 2015, contrariando a tendência dos últimos anos. Até maio, nasceram 33.637 bebés em Portugal e Miguel Cruz é um deles. Este é o quarto artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • Os 44 anos de um carocha que custou 60 contos e 56 escudos

    Marcial comprou um carocha branco em 1971 que conseguiu manter até hoje. O mercado automóvel mudou nos anos 1980 e sofreu grandes perdas em 2012. Agora está a recuperar e em agosto deste ano as vendas aumentaram 24% em relação ao período homólogo. Este é o terceiro artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • É preciso aprender a envelhecer

    Virgínia tem 78 anos, caminha seis quilómetros por dia, viaja pelo mundo fora e ainda quer ir ao Canadá, Estados Unidos e Inglaterra. “A velhice programa-se”, diz. Em 2030, Portugal poderá ser o país mais envelhecido do mundo. Este é o segundo artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente: são 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições

  • “Porque hei de ir embora mais cedo para depois estar sozinho?”

    Há cerca de 70 pessoas, na sua maioria sem-abrigo, que todos os dias comem no único sítio em Lisboa que lhes dá mesas, cadeiras, talheres e copos para que pelo menos à hora das refeições tenham um sítio onde comer que não seja a rua. Os pedidos de apoio têm aumentado e é preciso um espaço maior. Atualmente, 19,5% dos portugueses estão em risco de pobreza e é preciso recuar a 2003 para encontrar uma taxa maior. Este é o primeiro artigo da série “30 Retratos” que o Expresso vai publicar diariamente. São 30 temas, 30 números e 30 histórias que ilustram o que Portugal é hoje em vésperas de eleições