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Legislativas 2015

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Costa. “Cada abstenção é um voto indireto na coligação de direita”

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Rui Duarte Silva

Em Gaia, o líder socialista, num apelo ao voto, disse que “o PS não promete demais, nem é mais do mesmo” e que os portugueses já perceberam que “só há uma forma de pôr termo a este Governo se votar no PS”

O secretário-geral do PS advertiu esta quinta-feira que a abstenção representa um voto indireto na coligação PSD/CDS e advogou que no país "há uma maioria esmagadora" de portugueses que querem pôr termo ao atual Governo.

António Costa falava num almoço em Gaia, num discurso em que começou por revelar uma conversa com o dirigente histórico socialista Manuel Alegre para sustentar a tese de que o critério mais importante nas sondagens é o contacto direto e "o olhar das pessoas" em relação ao candidato.

Num apelo para que até domingo sejam desfeitas as dúvidas dos indecisos, designadamente daqueles que concordam com o PS mas duvidam do programa do PS, António Costa deixou um aviso: "O PS não promete demais, nem é mais do mesmo, e cada abstenção é um voto indireto na coligação de direita".

De acordo com a "grande sondagem" que António Costa diz ter feito ao longo dos últimos meses, após percorrer o país, há duas conclusões a retirar: "Há uma esmagadora maioria de portugueses que tem a firme determinação de pôr termo a esta política e a este Governo e há um número muito significativo de pessoas que já percebeu que, gostando mais ou menos, só há uma forma de pôr termo a este Governo se votar no PS".

António Costa referiu-se também às causas profundas do grupo de cidadãos indecisos, sustentando que muitos querem o fim da sobretaxa de IRS e a reposição dos cortes salariais, mas não confiam que o PS cumpra essas promessas.

"Sentem-se tentados a ficar em casa e até absterem-se. Temos o dever de ter a humildade de desmontar argumentos e explicar que esse voto é absolutamente decisivo, não só para derrotar a direita, mas também para que o PS possa ganhar em condições de poder governar e poder cumprir o seu programa", advogou.
O secretário-geral do PS identificou também "sentimentos contraditórios" em cidadãos que querem mudar de Governo, mas ao mesmo tempo dizem que os socialistas estão a prometer coisas a mais.

"Foi precisamente para não prometermos demais que o PS teve o cuidado de se preparar para estas eleições e, por isso, antes de assumir compromissos, fez a avaliação das medidas e fez as contas. Hoje o programa do PS não é um conjunto de promessas, mas um conjunto de compromissos escritos e com contas certas", insistiu o líder socialista.