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Legislativas 2015

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Catarina Martins. “Quando temos determinação, queremos mesmo ser Governo”

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Nuno Botelho

A líder do Bloco acusou ainda o atual governo de atacar a cultura, ao cortar "o apoio às artes”. “A cultura em Portugal tem sido muito maltratada”, referiu

A porta-voz do BE, Catarina Martins, assumiu esta quinta-feira a vontade do partido em ser Governo, considerando que isso é possível quando há determinação, lamentando os "maus atores" na política que mentem.

Durante uma visita ao Teatro do Bolhão, que acolhe a Academia Contemporânea do Espetáculo (ACE), no Porto, questionada pelos jornalistas sobre se assumia o papel de candidata a primeira-ministra ou se era mais fácil ser apenas oposição, Catarina Martins começou por dizer que "as pessoas gostam muito de confundir as coisas" e que BE "tem a convicção profunda e a determinação profunda de que Portugal pode ter outro futuro".

"Quando temos determinação, queremos mesmo ser Governo porque acreditamos mesmo neste país e queremos mesmo mudá-lo para melhor", assumiu.
Para a líder do Bloco, "Portugal não está sujeito ao empobrecimento eterno" e pode ser muito mais do que o destino que a austeridade tem traçado.

"Se há coisa de que não gosto na política é de ver tanta gente a fazer uma espécie de maus atores e a mentir", criticou.

No Dia Internacional da Música, a também atriz Catarina Martins - que hoje esteve acompanhada por agentes culturais do Porto como o músico Miguel Guedes e o arquiteto Alexandre Alves Costa - criticou que "o apoio às artes tenha sido cortado em 75%", não tendo mais nenhum setor tido um corte tão brutal.

"O ataque à cultura tem sido uma forma de impor a resignação com uma política única", condenou.

Na opinião da líder do BE, "um país que não tem política cultural pública não conhece a sua memória"

"A cultura em Portugal tem sido muito maltratada", disse, destacando o bom exemplo desta escola artística aliada à formação.

O Palácio do Bolhão foi inaugurado hoje, Dia Mundial do Teatro, após nove anos de obras e um investimento de 2,8 milhões de euros para acolher a Academia Contemporânea do Espetáculo (ACE), que se reapresenta ao Porto com "Édipo".