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Legislativas 2015

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Passos não exclui fusão parlamentar com o CDS

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Luis Barra

Solução admitida para ultrapassar querelas “constitucionais”. Líder do PàF diz ainda que já tem “o próximo Governo razoavelmente na cabeça”

Ângela Silva

Ângela Silva

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Jornalista

Luís Barra

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Fotojornalista

Visivelmente tranquilo e confiante na vitória - “não estou nada ansioso, sempre acreditei que podíamos ganhar” -, Pedro Passos Coelho chega ao fim da campanha eleitoral disposto a dar luta aos que queiram pôr em causa um eventual Governo minoritário da coligação Portugal à Frente (PàF).

À conversa com o Expresso antes de partir para a arrancada final, no Porto, o primeiro-ministro confia no juízo que o Presidente da República irá fazer - ter em conta “não quantos votos tem a coligação, mas quantos deputados”. Para o caso de se instalarem querelas constitucionais, Passos acena com uma saída para desarmadilhar o ‘bota-abaixismo’: PSD e CDS podem sempre formar um único grupo parlamentar.

A Constituição é clara: no artigo 180, nº1, diz que os deputados eleitos por partidos ou coligações de partidos podem formar grupos parlamentares conjuntos. O primeiro-ministro diz-se convicto que “isso não vai acontecer”, porque “o senhor Presidente da República não tem dúvidas sobre quem foi a eleições (a coligação), os dois partidos estão de boa-fé e o normal é olharmos para os deputados dos dois partidos e vermos quanto é que eles somam”. Mas se a oposição puser em causa a formação de um Governo, caso a coligação, tendo mais votos, deixar o PSD com menos mandatos do que o PS, Passos acena com a válvula de escape: “Se constitucionalmente se instalasse uma querela, formaríamos até um grupo parlamentar em conjunto”, explicou ao Expresso.

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