Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

“O cavaquistão passou a passistão.” Portas prefere “PàFistão”

  • 333

Luís Barra

Foi o primeiro cheirinho a ciúme desta campanha. O presidente da Câmara de Lamego, do PSD, disse que “o cavaquistão (Viseu) passou a passistão” (de Passos). Portas espera que no domingo “possamos ter o PàFistão” (de PàF, de Portugal à Frente). Passos segue na sua: “O país simples percebe porque é que estamos à frente”

Ângela Silva

Ângela Silva

Texto

Jornalista

Luís Barra

Luís Barra

Foto

Fotojornalista

Foi assim. Já que se fala tanto de maioria absoluta, o presidente da Câmara de Lamego, autarca do PSD de nome Francisco Lopes, resolveu aproveitar o almoço com militantes para pôr Passos Coelho ao nível do Cavaco Silva das maiorias nunca vistas. E lançou o slogan: "O cavaquistão passou a passistão".

Paulo Portas reagiu. Depois de lembrar que este é "um distrito com larga identificação com o PSD mas onde o CDS sempre soube manter a sua identidade", Portas manifestou um desejo: que "no domingo possamos ter o PàFistão" (de PàF, sigla da coligação).

Logo a seguir, Passos Coelho sobe ao palco e congratula-se com o enterro do cavaquistão. E tenta fazer a síntese, mas puxa a brasa à sua sardinha: "Aqui em Lamego ouvimos falar de passistão. Isto prova bem a coesão da nossa coligação".

Os discursos continuam alinhados, com nuances. "Se houver coerência no projeto de país e estabilidade de Governo, os próximos quatro anos serão de recuperação de rendimentos, seja para contribuintes, seja para reformados", garante Paulo Portas. Passos mantém-se o prudente de serviço: "Não vão ser tudo rosas. Não podemos ser apanhados desprevenidos". "Prudência, gradualismo e reformismo" são os seus slogans.

O apelo à estabilidade é um só: "Se os próximos anos forem de crise política, voltamos a estar à mercê dos mercados". Sobre o passistão, falarão mais tarde.