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Legislativas 2015

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“O Bloco sente a responsabilidade das soluções para o país”

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FOTO Nuno Botelho

Catarina Martins diz que lamenta não poder fazer nada com “quem não quer mostrar soluções novas”, referindo-se a eventuais cenários pós-eleitorais

A porta-voz bloquista, Catarina Martins, pediu hoje para que os partidos sejam claros a dizer ao que vêm, assegurando que "o Bloco de Esquerda (BE) está cá para encontrar soluções novas com quem quer soluções novas".

No final de uma viagem de helicóptero para mostrar e denunciar o impacto ambiental das cimenteiras na Serra da Arrábida, Catarina Martins foi questionada sobre eventuais cenários pós-eleitorais, tendo afirmado que "o BE está cá para encontrar soluções novas com quem quer soluções novas" e para assumir as suas responsabilidades.

"Eu lamento imenso mas eu não posso fazer nada por quem não quer mostrar soluções novas. Eu acho que era bom que todos os partidos nas eleições fossem claros sobre o que é que para eles é essencial porque às pessoas diz muito pouco um combate de siglas, diz muito mais sobre quais são as soluções concretas", atirou.

Sobre se o BE sente a pressão por não haver entendimentos à esquerda, Catarina Martins foi perentória: "O Bloco sente a responsabilidade das soluções para o país".

"O BE tem feito uma oposição firme à coligação de direita, tem desmascarado o seu programa todos os dias. Não há dúvida nenhuma de que o Bloco está aqui para derrotar a austeridade", sublinhou.

Catarina Martins adianta por isso que o objetivo do partido é "encontrar soluções novas, propostas fortes, que defendam o país", reiterando disponibilidade "para uma solução do país que defenda as pensões, que defenda o emprego, que garanta a estabilidade da Segurança Social".

"Cada partido terá que assumir a responsabilidade pela forma como dirige a campanha eleitoral, como se dirige às pessoas", disse ainda.

Para a bloquista não há nada mais claro do que "ter dito, olhos nos olhos, a António Costa": "aqui estamos para negociar uma solução para o país se o PS desistir de flexibilizar despedimentos e estiver disponível e estiver disponível para encontrar uma solução para o país que não passe por ir mais uma vez buscar dinheiro as pensionistas e à Segurança Social".