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Legislativas 2015

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Livre em campanha pela justiça

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Em dia dedicado à Justiça, Rui Tavares e Ricardo Sá Fernandes entregaram uma queixa-crime contra a contra a concessão do Metro e SCTP no Porto. Para conhecer a realidade dos mais jovens, Ana Drago visitou o Centro Educativo Padre António Vieira, em Oeiras

Duas ações de campanha simultâneas marcaram a agenda do Livre/Tempo de Avançar (L/TDA) para esta manhã de quarta-feira. No Porto e na Grande Lisboa, e em duas perspetivas completamente diferentes: o partido organizou a apresentação de uma queixa-crime contra a concessão do Metro do Porto e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) a privados e uma visita a um centro educativo em Oeiras.

No Porto, Ricardo Sá Fernandes e Rui Tavares, cabeças de lista dos círculos de Lisboa e do Porto, entregaram uma queixa-crime no DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) da Invicta contra a extensão da concessão. Ricardo Sá Fernandes expressa que o L/TDA tem estudado “este assunto da concessão” e tem “falado com os autarcas da região da Área Metropolitana do Porto, tanto do PS como do PSD”.

De acordo com o advogado, e a partir dos dados recolhidos pelo partido, “esta a extensão da concessão [da STCP e do Metro do Porto] operada em agosto tem um valor económico muito relevante, que supera as “dezenas de milhões de euros”.

Não constituindo uma acusação, a queixa-crime acontece por o Livre não ter “todos os elementos necessários” para perceber o que se passa realmente. Sá Fernandes reforça que caso se prove a veracidade dos factos, estamos perante um “ajuste direto manifestamente ilegal, violador do interesse público”

O cabeça de lista pelo círculo do Porto avança com os possíveis crimes cometidos — “prevaricação de titular de cargo politico e administração danosa pelo Metro e transportes coletivos” — e explica que não são precisos “mais de três meses” para que o Ministério Público investigue o caso.

Ricardo Sá Fernandes conclui que “vivemos num país em que toda a gente pragueja contra a má gestão mas poucos fazem algo concreto” e que o Livre está cá “para o fazer”

Uma visita com normas

Na outra ação de campanha mais a Sul, a segurança é apertada e há objetos que não são permitidos. Telemóveis ou maços de cigarros têm de ficar de fora. O Centro Educativo Padre António Vieira, em Oeiras, recebe jovens que cometeram crimes e é aqui que reaprendem a viver em sociedade.

A reinserção é um dos pontos fortes da instituição e Ana Drago, dirigente do Livre/Tempo de Avançar e número dois da lista por Lisboa, salienta a importância destas unidades. Com jovens em regime de internato — com crimes cometidos entre os 12 e os 16 anos — e dividido em duas secções (Acolhimento e Progressão) —, o centro prepara também os jovens para o futuro, oferecendo-lhes cursos de dupla certificação. Além de lhes ensinarem uma profissão, os jovens acedem também ao sexto ou nono anos de escolaridade, conforme os casos.

Questionada sobre o que propõe o Livre para o ramo da Justiça, e em especial no que toca aos jovens, Ana Drago preferiu que fosse Sara Trindade, também do L/TDA, a responder. Por acompanhar estas questões mais de perto, Sara Trindade refere como principal ponto “os cortes no sector, tanto nos recursos humanos como económicos disponíveis”, que levaram até ao corte do número de centros para metade (eram 12 e de momento apenas existem seis em funcionamento).