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Legislativas 2015

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Jerónimo acusa Cavaco de “manobras e chantagem” para condicionar eleições

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Marcos Borga

Líder da CDU denuncia “estratégia de medo” para favorecer uma maioria absoluta da coligação PSD/CDS ou do PS

A quatro dias das eleições, Jerónimo de Sousa apontou baterias ao Presidente da República, acusando Cavaco Silva de tentar condicionar as legislativas com “manobras e chantagens” para que seja alcançada uma maioria absoluta.

“Andam aí, a coligação PSD /CDS e o PS, a clamar por maiorias absolutas. Ei-los uns e outro atrás das manobras e chantagens de Cavaco Silva para alcançar essa maioria, seja de um ou de outro, para perpetuar a mesma política de sempre”, criticou o líder da CDU, num comício em Braga.

Jerónimo de Sousa referiu-se assim às declarações do Presidente da República, que esta quarta-feira afirmou já saber o que vai fazer depois das eleições, caso não haja nenhuma maioria absoluta, sem no entanto revelar os seus planos.

Marcos Borga

Num comício ao ar livre algumas vezes perturbado pelos cânticos de dezenas de holandeses adeptos do Groningen, que rumaram à cidade para assistir quinta-feira ao jogo com o Sporting de Braga para a Liga Europa, Jerónimo de Sousa criticou os que “andam para aí a meter medo com a falta de estabilidade” que dizem vir a instalar-se no país se não houver uma maioria absoluta.

Segundo Jerónimo, essa “estabilidade” significa a continuação da política de direita “de assalto aos trabalhadores”, executada pelo PSD/CDS mas também pelo PS, que impuseram “sacrifícios e mais sacrifícios e que acabaram por deixar o país mais empobrecido e mais endividado”.

“Pobres de espírito os que julgam que pela estratégia do medo amedrontam o povo”, disse o secretário-geral do PCP, afirmando que os portugueses “sabem bem o que significam maiorias absolutas”, seja “esta que aí está pela mão do PSD e do CDS”, seja a do PS que a antecedeu.

Marcos Borga

Em Braga, onde a CDU acredita poder subir para dois o número de deputados conseguido em 2011, Jerónimo reiterou que a coligação PCP/PEV é a única força que defende “uma política verdadeiramente alternativa”, de defesa dos direitos dos trabalhadores, com medidas como o aumento do salário mínimo para os 600 euros e o fim da precariedade laboral e da facilitação dos despedimentos.

“É por isso que os partidos da política de direita, os grupos económicos e os banqueiros temem o crescimento da CDU”, disse, aproveitando para mais uma ‘bicada' ao Presidente da República.

“Não é por acaso que tanto os banqueiros como os testas de ferro dos grandes grupos económicos também concluem como Cavaco que não importa se ganha um ou se ganha outro. É preciso é estabilidade para continuarem os seus negócios”, acusou.