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Legislativas 2015

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Bloomberg antecipa maior abstenção de sempre nas eleições de domingo

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No artigo da agência, que recorda o aumento da emigração e a “ausência de alternativas políticas”, é também dito que o resultado eleitoral não deverá afetar os juros da dívida pública portuguesa

As eleições do próximo domingo em Portugal arriscam ser as menos participadas desde a Revolução de 1974, escreve a agência Bloomberg num artigo publicado esta quarta-feira, o que é justificado pela ausência de alternativas políticas e pelo facto de muitos milhares de cidadãos terem abandonado o país nos últimos anos.

A notícia cita António Costa Pinto, professor da Universidade de Lisboa, e o analista político Pedro Adão e Silva. Ao recordar a taxa recorde de 41,9% de abstenção registada nas legislativas de 2011, a Bloomberg admite que a percentagem possa crescer ainda mais desta vez e sublinha o facto de Benfica, FC Porto e Sporting jogarem no domingo, o que pode contribuir para mais gente não ir às urnas.

“Em muitos países, as pessoas usam o voto para manifestar o seu descontentamento”, diz Costa Pinto, citado no artigo: “Em Portugal, muitas pessoas decidem não votar porque estão chateadas ou por não acreditarem que votar faça grande diferença”.

Depois do resgate financeiro, “uma média anual de 121 mil pesoas têm deixado o país, o maior êxodo desde os anos de 1960”, com Salazar no poder, recorda o artigo.

“Quase 500 mil portugueses saíram desde 2011”, afirma Adão e Silva à Bloomberg, para considerar que “seguramente isto contribuirá para o aumento da taxa de abstenção”.

Ganhe a coligação PSD/CDS ou o PS, conclui a notícia da Blooberg, os juros da dívida pública portuguesa não deverão ser afetados. “Ambos os partidos continuam a pregar a disciplina orçamental”, diz Colin Bermingham, analista do BNP Paribas em Londres.