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Legislativas 2015

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Rui Tavares. “Estamos perante um governo de mentira”

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TIAGO PETINGA / Lusa

O dirigente do Livre/Tempo de Avançar (L/TDA) comentou a ocultação das contas da Parvalorem, que gere os ativos tóxicos do antigo BPN, e apelou a quem “acreditou neste Governo e a toda a gente que votou nele” para escolherem uma “política diferente”. Um piscar de olho ao eleitorado da direita?

Depois das notícias sobre a aparente ocultação de contas pela atual ministra das Finanças - quando ainda era secretária de Estado -, Rui Tavares comentou o caso e expressou que "é tempo de mudar". O cabeça de lista do Livre/Tempo de Avançar (L/TDA) por Lisboa traçou um cenário negro sobre a seriedade deste Governo e volta ao ataque às políticas de direita. "Este caso mostra um padrão recorrente neste Governo, que é um padrão de contas maquilhadas, de números disfarçados."

Pegando no exemplo de Maria Luís Albuquerque, que "mandou para trás os números que vinham da Parvalorem sobre o buraco do BPN e sobre o que todos pagámos" apenas para "que não pesasse tanto no défice", Rui Tavares rapidamente saltou para os números do desemprego. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, estes "estão mais altos do que quando este Governo entrou ao serviço" e este é um sinal de falhanço nas políticas escolhidas.

Para o dirigente do partido das papoilas, este é o momento para "dizer não" e expressa que a receita seguida pela coligação durante a última legislatura não funcionou.

"Estamos face a um governo que é um governo de mentira", advoga, apelando a "toda a gente que acreditou neste governo, toda a gente que votou inclusive neste governo", para mudar o sentido do seu voto. Rui Tavares não deixa a esquerda, nomeadamente o Partido Socialista, fora das críticas. Compreende quem "não quer voltar atrás porque já tivemos outros governos em Portugal que também não foram governos da verdade" e expressa a necessidade de uma "política nova".

Questionado sobre que "política nova" é esta, explica que é necessária "uma política mais fiscalizada, mais transparente, mais responsabilizada e que tem mais cidadania dentro dela". A participação cívica, bandeira do partido que começou como candidatura cidadã, é fulcral para uma "política mais aberta e com mais cidadãos dentro".

Apenas uma governação deste género dará "possibilidade às pessoas de entrarem e de verem as contas". Em jeito de conclusão, Rui Tavares põe-se no lugar dos eleitores e defende que as pessoas "não querem a política que os profissionais fazem".