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Legislativas 2015

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PDR. “Para este Governo, o que está errado é a realidade e os portugueses”

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“Este Governo é sinónimo de mentira", resume Marinho Pinto sobre os últimos quatro anos de maiortia PSD/CDS

Depois de um banho de multidão em Espinho, Marinho Pinto foi recebido esta terça-feira em Chaves por uma cidade praticamente vazia.

Pouco antes do almoço, o presidente do PDR comentou a notícia da Antena1, segundo a qual Maria Luis Albuquerque terá dado indicações à Parvalorem, a empresa pública que gere os ativos tóxicos do antigo Banco Português de Negócios (BPN), para esconder prejuízos do banco com o objetivo de não agravar as contas do défice de 2012: "Este Governo assentou toda a ação política na mentira. Este Governo é sinónimo de mentira. Para este Governo, o que esta errado é a realidade e o que está a mais são os portugueses".

Já sobre a taxa de desemprego, que em agosto voltou a subir mais 0,1%, comparativamente com julho, fixando-se agora nos 12,4%, o eurodeputado considera que esta nem sequer reflete a realidade do país, porque "mais de metade dos desempregados não se inscreve" nos centros de emprego e "não tem em conta as centenas de portugueses que foram para o estrangeiro."

Ex-militante do PSD apoia Marinho Pinto

Filipe Costa, 40 anos, foi militante do PSD durante metade da sua vida, mas agora resolveu mudar de cor partidária. "Saí porque não me revia nas políticas que eles estavam a aplicar", justifica, explicando que aderiu ao Partido Democrático Republicano a convite do candidato por Braga, Pedro Bourbon, no dia em que a formação política foi oficialmente criada. "Gostei das ideias dele (Marinho Pinto). São objetivas. Vejo que é um homem sério, humilde e frontal", afirma, garantindo: "Se ele não mudar, vou estar com ele até ao fim".

Inspetor de telecomunicações, Filipe Costa acaba por confessar que tem como ambição ser presidente de junta de freguesia e que "com o PSD não conseguia". Vê o seu novo partido como "um partido do centro", porque "tem algumas políticas de esquerda, como o apoio aos idosos e o combate à pobreza" e "outras de direita, como o combate à corrupção". "Mas acho que é mais de centro-direita", conclui.

Sobre os possíveis resultados eleitorais, o agora militante do PDR não tem dúvidas de que "vai ter os dois dígitos", isto é, "os 10%". E baseia esta certeza "naquilo que as pessoas dizem na rua".

Na tarde desta terça-feira a caravana segue para Bragança, quase só para cumprir calendário, já que Marinho faz questão de passar em todas as capitais de distrito.