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Legislativas 2015

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Jerónimo tem “grande disponibilidade para o diálogo” mas continua a ‘malhar’ no PS

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Marcos Borga

Na Amadora, “concelho de Abril”, o líder comunista disse aos jornalistas que “tem grande disponibilidade para um diálogo sincero” com o PS. Parecia uma mudança. Mas, minutos depois, voltava à carga. Os socialistas “estão comprometidos com esta política desgraçada” e quando foi preciso “ausentaram-se e desertaram do combate”

Ruas cheias, como seria de esperar, na “arruada” da CDU na Amadora. Jerónimo não poupou nos adjetivos para classificar o estado a que o País chegou, depois de quatro anos de governo da maioria PSD/CDS. A política seguida foi “desgraçada”, teve consequências “dramáticas” e os resultados foram “desastrosos”.

Os milhares de desempregados, “500 mil dos quais sem direito a subsídio” e os “800 mil portugueses a viverem no limiar da pobreza” são a prova dos nove do retrato feito pela CDU. Repetidas vezes, Jerónimo pede aos presentes para olharem “para as vossas vidas” e, depois dos cortes sentidos nos salários, nas pensões e nos direitos sociais, fazerem as contas diretamente para o boletim de voto. As “malfeitorias” que o Governo “fez ao povo” deve ter uma resposta. Jerónimo espera que seja a favor da CDU.

Marcos Borga

Para isso, para que a transferência de votos seja direta para a coligação de esquerda, não há intervenção do líder comunista, onde o PS não surja à baila.
“Acho curioso que nos digam que combatemos mais o PS do que o PSD e o CDS”, disse Jerónimo no jardim da Amadora, mesmo à frente da sede do PCP. “Pois é, camaradas, mas nestes quatro anos estivemos muitas vezes sozinhos na luta, porque o PS comprometido com o memorando da troika abandonou e desertou do combate”.

A ausência socialista tem um preço. Agora, a CDU faz questão de lembrar que “quem combateu, de facto, este governo foi sempre a CDU, mesmo na ausência de outros”. A bandeira erguida agora por António Costa contra a coligação PSD/CDS não faz os comunistas esquecer o passado. Nem o recente, nem o anterior...