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Legislativas 2015

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“Mais importante que um Ministério é termos um Governo de cultura”

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Pilar del Río, Eduardo Lourenço e Camané foram algumas das personalidades que marcaram presença no almoço

Rui Duarte Silva

Antes de partir para os Açores, onde vai estar esta segunda-feira de tarde para tentar garantir o terceiro (em cinco) deputados para o PS, o líder socialista almoçou em Lisboa com cerca de 200 personalidades da cultura

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

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Jornalista da secção Política

A artista plástica Joana Vasconcelos pediu "um Ministério da Cultura forte, com um ministro, com um orçamento"; a jornalista Pilar Del Río acrescentou aos requisitos "um Ministério pensando nas pessoas que necessitam de cultura para não serem pasto da vulgaridade". António Costa alargou o âmbito: "Mais importante do que termos um Ministério da Cultura é termos um Governo de cultura".

O líder socialista falava num restaurante no Cais do Sodré, em Lisboa, onde se encontrou esta segunda-feira ao almoço com algumas das 600 personalidades do mundo cultural que, há cerca de um ano, lhe declararam apoio no âmbito da sua candidatura às primárias contra António José Seguro. António Pedro Vasconcelos, Carrilho da Graça, Paulo Pires, Tiago Rodrigues, Manuel João Vieira, Io Apoloni, Marçal Grilo, Mega Ferreira, Camané, Carlos do Carmo e Rui Vieira Nery eram alguns dos cerca de 200 agentes culturais presentes que Costa fez questão de cumprimentar um a um.

Rui Duarte Silva

Costa lamentou que o país tenha estado nos últimos anos "consumido a discutir percentagens, taxas, questões económicas e financeiras" - apesar de reconhecer que "as contas são fundamentais à vida" -, quando "a primeira questão essencial para um país é afirmar a sua cultura". "Um dos maiores danos deste Governo foi ter destruído a autoestima do país, coartado o espaço de liberdade para podermos sonhar, ir mais além."

Sobre a relação que o PS terá com a Cultura, caso vença as eleições no domingo, deixou claro: "Ao Estado e ao Governo não cabe escolher os artistas nem ter uma política de gosto. A liberdade criativa é também a dos consumidores poderem escolher o que gostam. Mas é obrigação do Estado contribuir para que todos possam ter gosto pela cultura, tornar a cultura acessível a todos".

Por fim, o apelo ao voto - a mensagem de que o PS não pode prescindir a menos de uma semana das eleições - sob a forma de uma tautologia nem por isso assim tão evidente: "Para que o Governo mude é preciso que a coligação perca e o PS ganhe". E, já agora, acrescentou, motivando uma gargalhada geral, "sejam amigos, ganhar com condições para poder governar". Desta vez sem adjetivos.

Rui Duarte Silva

  • Costa e Assis unidos no apelo ao voto útil

    A uma semana das eleições, os socialistas concentram esforços numa única mensagem aos eventuais indecisos: que “não desperdicem” votos noutras forças políticas. Francisco Assis juntou-se ao líder socialista em Barcelos e garantiu estar “plenamente convencido” da vitória do PS