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Legislativas 2015

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PS. Afinal, quem é o dono da estabilidade?

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Rui Duarte Silva

Prossegue a estratégia da bipolarização. Em Guimarães e, depois, em Braga, Costa respondeu a Passos: ao contrário do que ameaça a coligação de direita, um Governo PS não traz instabilidade mas estabilidade. E voltou a pedir uma maioria, "com todos os adjetivos"

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Hoje, primeiro em Guimarães, perante uma plateia de jovens, e depois no almoço-comício em Braga, António Costa devolveu a Pedro Passos Coelho o argumento da instabilidade que a coligação tem brandido como a ameaça que resultaria de uma vitória socialista.

Indiferente à última sondagem conhecida - a da Universidade Católica que dá a coligação com 10 pontos de avanço sobre os socialistas -, o secretário-geral do PS garantiu: “Quando veem o tapete a fugir-lhes debaixo dos pés começam com a pieguice de dizer 'ai, ai, ai' que (com um Governo do PS) lá vem a instabilidade. Não, vem aí a estabilidade. A estabilidade dos idosos que têm a garantia, que só o PS dá, de que nenhuma pensão será cortada; a estabilidade das famílias que querem que os seus filhos que emigraram voltem, ou que os que cá ficaram tenham um emprego digno; a estabilidade dos pequenos e médios empresários para investirem e criarem emprego”.

Uma maioria “com todos os adjetivos”

Mas para que essa estabilidade exista, disse, repetindo a toada da véspera, é preciso que a coligação perca. E que o PS, ganhando, tenha “condições para governar”, três palavras que se podem resumir, afinal, numa só: maioria. E uma maioria “com todos os adjetivos”, sublinhou o líder socialista: “grande, extraordinária, inequívoca, absoluta”.

A escolha, já tinha dito antes, “é muito clara”. Entre um PS que se apresenta a votos com “um conjunto de compromissos escritos e as contas feitas e uma equipa renovada” - e a que se têm juntado pessoas de fora do espaço partidário socialista que se sentiram “traídas por esta coligação” ou que até costumam votar à esquerda do PS - e uma coligação liderada por “uma geração de conservadores, ultraliberais e radicais”, que se prepara - recuperou o argumento - para cortar mais 600 milhões de euros nas pensões.

João Cravinho sentiu-se mal quando se preparava para discursar

João Cravinho sentiu-se mal quando se preparava para discursar

Rui Duarte Silva

Cravinho sente-se mal

O histórico socialista João Cravinho era o convidado especial do almoço-comício em Braga. Quando se preparava para discursar, o antigo ministro do Equipamento Social de António Guterres, 79 anos recém-cumpridos, sentiu-se mal e acabou por descer do palco amparado por vários socialistas. Foi encaminhado depois para o Hospital de Braga, onde ainda se encontra sob observação.