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Legislativas 2015

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Francisco Louçã. “Esta é uma campanha de grande raiz popular”

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Nuno Botelho

O ex-coordenador do Bloco de Esquerda surge pela primeira vez na campanha — “é o meu povo!” —, no almoço-comício que decorre na Meo Arena, em Lisboa

Paulo Paixão

Paulo Paixão

Texto

Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotografias

Fotojornalista

Cumprimentado efusivamente por dirigentes bloquistas da velha guarda e por elementos da nova geração, Francisco Louçã, que amanhã à noite intervirá no comício de Coimbra, falou aos jornalistas antes do almoço que decorre na Meo Arena, em Lisboa.

O antigo líder do Bloco disse estar rendido à "campanha extraordinária" do Bloco, pela sua "solidez", que está a "transformar a paisagem política do país".

"Sinto nesta campanha um levantamento de confiança e de determinação", disse Louçã. "É uma campanha de grande coragem, de uma grande raiz popular".

O antigo líder do BE teve palavras de grande elogio para Catarina Martins e para as "grandes mulheres e grandes combatentes" que têm assumido a campanha dos bloquistas.

Um trabalho para que "o Bloco ajude a vencer a direita, essa gente que anda com o rei na barriga", disse.

Afável como sempre para com os jornalistas, Francisco Louçã só deixou duas perguntas sem respostas, remetendo esse ónus para os atuais dirigentes do Bloco.

- A direita tem insistido nos últimos dias nas ideias de uma "maioria de bloqueio à esquerda" e de uma "coligação negativa". Por outro lado, António Costa assumiu que contribuirá para chumbar um orçamento de PSD e do CDS no Parlamento. Essas palavras da direita têm algum fundo de razão e há mesmo mais condições de governabilidade à esquerda?"

Passando a bola da resposta para a liderança do Bloco, Louçã optou por dar o seu entendimento dos "discursos de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas: eles estão desesperados. Eles desesperam e querem exasperar o país".

Perante a insistência - "acredita que António Costa chumbará um orçamento de PSD e CDS?", endossou a responsabilidade dessa resposta para Catarina Martins.

O almoço-comício na Meo Arena foi uma aposta de risco do BE, tal a dimensão da sala, onde nunca haviam realizado qualquer ação. Com uma reserva de espaço de 2/3 do ringue, a lotação do almoço foi esgotada, com cerca de duas mil pessoas.

Num partido que nem liga assim tanto às precedências e ao protocolo, na mesa principal, Louçã ficou à direita de Catarina Martins, que por sua vez tinha à sua esquerda João Semedo.