Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

Eleições. CDU diz que palavra do anticomunista Passos “vale um tostão furado”

  • 333

Marcos Borga

O líder da Coligação Democrática Unitária (CDU) afirmou hoje que a palavra do primeiro-ministro vale “tanto como um tostão furado”, referindo-se a promessas de Pedro Passos Coelho no sentido de não serem necessários mais cortes de salários ou pensões

Num almoço-comício em Alpiarça, ao qual compareceram 800 pessoas em vez das 600 previstas, além de Jerónimo de Sousa, também o vice-presidente da Assembleia da República e cabeça de lista da CDU no círculo eleitoral de Santarém, António Filipe, acusou o presidente do PSD de trazer “o anticomunismo para a campanha eleitoral” e ambos prognosticaram nenhuma maioria absoluta a 04 de outubro.

“Ainda ontem [sábado] ou hoje, já nem sei, Passos Coelho veio dizer que não vão cortar mais salários nem mais pensões. As promessas e declarações de Passos Coelho, tendo em conta o que disse no passado e fez no presente, valem tanto como um tostão furado. Não têm credibilidade nenhuma porque mentiu quando disse que não cortava e cortou, que não atingia os mais pobres e atingiu. A sua palavra vale zero”, disse.

Marcos Borga

O secretário-geral do PCP, numa tirada de humor, condenou os pedidos de maioria absoluta da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) e de PS, pois, “pelas contas deles, não haveria portugueses suficientes para que cada um tivesse mais de 50%”.

“Querem uma maioria absoluta para quê? Querem governar com quem? Para fazer que política? Eles não conseguem explicar porque o passado fala por si. Já experimentaram tudo, já tiveram as maiorias absolutas todas. Infernizaram a vida aos portugueses, como no tempo de Cavaco, de Sócrates, de Durão Barroso, tiveram maiorias absolutas, mas para destruir muitas vidas, para praticar a política de direita”, criticou.

O deputado do PCP António Filipe sublinhou ainda dois bons sinais a partir de afirmações dos líderes social-democrata e socialista, respetivamente Passos Coelho e António Costa. “Já vimos que Passos Coelho trouxe agora o anticomunismo para a campanha eleitoral, ameaçando com a possibilidade de os comunistas chegarem ao governo do país. Têm medo de que lá cheguemos. É um bom sinal. Quando vemos Passos Coelho e António Costa a gritar cada vez mais alto pela maioria absoluta, vemos que gritam cada vez mais alto porque a maioria absoluta está cada vez mais longe. É um bom sinal também”, afirmara antes o parlamentar comunista.

  • “Tenham paciência, connosco não!”

    Jerónimo de Sousa deixou claro que a CDU não quer nem pode fazer acordos com PSD, CDS ou PS. Aos socialistas, mais uma vez, foram reservados os maiores 'mimos'. O líder do PCP lembrou que “foi o PS que desencadeou os ataques aos direitos dos trabalhadores” e até referiu o primeiro caso, em 1976 “com Mário Soares e os contratos a prazo”