Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

Portas: “Costa já só tem um desígnio, conseguir uma maioria negativa”

  • 333

Luis Barra

Coligação reage à manchete do Expresso e acusa Costa de se afastar do “PS de sempre, democrata e fundador da democracia”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Luís Barra

Luís Barra

Fotojornalista

Depois de uma noite em que a coligação alertou para o risco de sair das legislativas uma maioria negativa, com o perigo de ter de haver novas eleições no ano que vem, a manchete deste sábado do Expresso foi a cereja no topo do bolo. A notícia de que António Costa se prepara para chumbar o programa de governo, caso a direita vença sem maioria absoluta, deu munições para um novo ataque direto da coligação ao líder socialista.

Mais uma vez, Pedro Passos Coelho delegou em Paulo Portas a tarefa de malhar no secretário geral do PS. “O que António Costa está sugerir é que já não tem um projeto construtivo para o país, tem apenas um desígnio: conseguir uma maioria negativa que não é capaz de governar, porque PS, PC e Bloco não se entendem sobre questões essenciais, mas tem como único fito impedir que quem o povo escolhe governe.”

“Isto significa que o PS, ou mais exatamente, Antonio Costa, não será capaz de respeitar a vontade popular”, avisou Portas, distinguindo a tradição do Partido Socialista daquilo que é o caminho do seu líder. “Isto tem muito pouco a ver com o PS de sempre, democrata e fundador da democracia, é uma radicalização extrema da atitude política”, criticou o líder do CDS.

Com Passos ao seu lado, depois de uma arruada animada em Amarante (que começou com uma hora de atraso), Portas agitou com um “cenário de instabilidade política e paralisia económica” caso o PaF não consiga “uma maioria”.