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Legislativas 2015

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“Isto não é uma cassete” diz Jerónimo. E repete que “não servirá o PS”

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José Caria

À entrada na segunda semana de campanha, a dramatização sobre a solução governativa a encontrar depois de dia 4 de outubro começa a sobrar para a CDU. Um entendimento com o PS está no centro das atenções. Jerónimo corta rente: “não abdicamos dos nossos princípios para servir apenas o PS”

José Caria

José Caria

Fotojornalista

A CDU pode vir a ter a chave da solução de um próximo governo. Com a margem entre PAF e PS a estreitar-se nas sondagens, as atenções começam a voltar-se para a possibilidade da CDU se tornar parte da solução e não do problema de Governo. Em Alcochete, onde Jerónimo começou o dia numa arruada de campanha, foram afastadas as hipóteses de um casamento de esquerda.

“As pessoas sabem que este PCP, que esta coligação, não está embriagada pela vontade de poder”, disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas. Por isso, “não peçam à CDU que quebre a sua coerência”. Os jornalistas insistem. Jerónimo também. “Podem pensar que isto é uma cassete, mas não é”, reponde com ironia. Uma escolha entre a coligação PSD/CDS ou o PS “é um falso dilema”. O líder comunista não tem dúvida: “a vida ensinou-nos que o PS sempre se entendeu com a direita”.

A desconfiança dos comunistas em relação ao PS é tão velha como a democracia portuguesa. Mas os últimos tempos não ajudaram. “Onde esteve o PS nos últimos quatro anos?”, perguntou, hoje, Jerónimo. A mesma dúvida que tem lançado de Norte a Sul do país, nos comícios de campanha.

Os comunistas dizem que combateram sozinhos a política da troika, nos anos de chumbo da austeridade. Agora, que a CDU acredita mesmo que “o número de deputados vai aumentar”, mostra ao PS que a vingança é mesmo um prato que se serve frio.

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