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Legislativas 2015

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É o “vale-tudo”. Catarina Martins fala sobre as campanhas da coligação e do PS

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Catarina Martins porta-voz do Bloco de Esquerda, discursa durante o almoço/comício, na Ribeira Grande,Ilha de São Miguel, Açores

Eduardo Costa

A porta-voz do Bloco de Esquerda afirmou hoje que PSD, CDS e PS estão a apostar numa “campanha vale-tudo". O partido está este sábado em campanha na Região Autónoma dos Açores.

A porta-voz do BE, Catarina Martins, afirmou hoje que PSD, CDS e PS estão a apostar numa "campanha vale-tudo", com pedidos de "poder absoluto" e, no caso da coligação, com promessas de estabilidade e proteção dos funcionários públicos.

"O vale-tudo da campanha eleitoral chega a este momento em que, a seis dias, começam a pedir maioria absoluta. A direita, já se sabe, quer o poder absoluto para ir ao pote da Segurança Social, como foi sempre, como quer continuar a ir [...], o poder absoluto para vender o país a retalho", afirmou Catarina Martins, num almoço-comício na Ribeira Grande, nos Açores.

Já o PS, acrescentou, "quer o poder absoluto para atacar pensões, para atacar o emprego", depois de afirmar que não está disponível para acordos e para alterar o conteúdo de um programa que prevê reduzir as pensões através do seu congelamento.

Catarina Martins questionou as declarações de sexta-feira do líder social-democrata dirigidas a funcionários públicos, pensionistas e desempregados: "Eis que Pedro Passos Coelho, num momento de campanha vale-tudo, agora quer proteger aqueles que sempre quis esmagar".

A mesma postura é, no seu entender, seguida pelo líder do CDS, Paulo Portas, ao falar em estabilidade, já que, para a coligação do Governo, "houve sempre estabilidade para políticas de austeridade" que não interessam aos portugueses.

"Tiveram alguma estabilidade os pensionistas que viram a pensão cortada, as pessoas que perderam o emprego de um dia para o outro, os pescadores que se veem privados de pescar, os trabalhadores que se viram com os salários cortados, seja diretamente, seja através de um enorme aumento de impostos?", questionou.