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Legislativas 2015

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Portas diz que Costa começou a usar as armas do desespero

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Luis Barra

O presidente do CDS-PP defendeu que o socialista entrou no "insulto e na insinuação", que "nunca são a arma da inteligência" mas às vezes "do desespero"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu esta quinta-feira que o secretário-geral do PS, António Costa, entrou no "insulto e na insinuação", que "nunca são a arma da inteligência" mas às vezes "do desespero".

"Como todos puderam ouvir, o doutor António Costa ontem à noite entrou no insulto e na insinuação. O insulto e a insinuação nunca são a arma da inteligência, são às vezes a arma do desespero", afirmou Paulo Portas, aludindo às referências que o líder socialista fez na quarta-feira sobre "a roubalheira do BPN" e os submarinos.

Portas, que intervinha num comício em Vila Real, voltou a insistir que se Costa tivesse alguma coisa para lhe perguntar, para criticar ou para insinuar, "tê-lo-ia feito olhos nos olhos, cara a cara, num debate" consigo.

"Como sabem, não o quis ter", frisou.

O também vice-primeiro-ministro pediu mais adiante na sua intervenção que os apoiantes da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) façam o que a consciência lhes determina e "não reajam a nenhuma provocação".

"Nós somos gente moderada, se outros se radicalizam, problema deles, nós mantemos a moderação. Nós somos gente centrada, se outros se esquerdizam, problema deles, nós mantemo-nos como gente centrada", afirmou.

"Se outros querem a instabilidade, nós somos a garantia da estabilidade. Se outros não sabem explicar o seu programa, nós sabemos o que queremos para os próximos quatro anos. Sobretudo, os portugueses podem escolher entre as promessas de quem já falhou e os resultados de quem teve uma herança difícil mas conseguiu ajudar o país dar a volta", acrescentou.

O secretário-geral do PS fez na quarta-feira um ataque violento aos líderes do PSD e CDS-PP após estes terem secundarizado o aumento do défice, acusando-os de "fraude" e falando na "roubalheira do BPN" e na compra dos submarinos.

António Costa pegou nos dados do INE, que concluem que Portugal fechou 2014 com um défice de 7,2 por cento, e insurgiu-se contra o argumento base invocado pelos líderes da coligação PSD/CDS-PP, segundo o qual o acréscimo no défice resultou de "um registo contabilístico" para acomodar a verba transferida pelo Estado para o Novo Banco.

"Então também não era um mero registo contabilístico quando tivemos que registar os nossos os submarinos que Paulo Portas comprou? E não era um mero registo contabilístico quando tivemos de mobilizar dinheiro para estabilizar o sistema bancário, depois das brincadeiras e roubalheiras dos amigalhaços do BPN (Banco Português de Negócios)?", questionou o líder socialista, recebendo uma prolongada ovação.