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Legislativas 2015

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CDU reage: anúncio do Governo é “manobra eleitoral”

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Marcos Borga

Os dados da execução orçamental, hoje revelados, são “um embuste”. “Não haverá nenhuma devolução da sobretaxa” diz Paulo Sá, o cabeça de lista por Faro. Em Olhão, Jerónimo prometeu não baixar a bandeira e “continuar a luta”

O dia é para o Algarve. Embora a CDU saiba que, dificilmente, conseguirá eleger mais do que um deputado pelo distrito de Faro, Jerónimo cumpriu agenda: primeiro Lagos, depois Olhão e, na noite desta sexta-feira, Faro. Paulo Sá tem grandes hipóteses de ser reeleito, mas ter um segundo deputado, dos três eleitos no distrito é missão impossível.

A agenda da campanha da CDU foi, porém, interrompida pelo anúncio do dia: os dados da execução orçamental e a possibilidade de uma devolução da sobretaxa do IRS já no próximo ano. Paulo Sá desmontou a “manobra de eleitoral” da maioria e arrasou as contas oficiais.

Para o deputado comunista, é preciso “corrigir” estes números com os “atrasos na devolução do IVA e do IRS, que ultrapassamos 260 milhões de euros”. Na perspetiva comunista, a receita fiscal aumentou 3,2%, mesmo assim abaixo do limiar traçado pelo Governo para devolver o imposto aos contribuintes.

Marcos Borga

Para o PCP a declaração oficial “é um embuste” para “caçar o voto e uma promessa eleitoral que não vão podem cumprir”. A alternativa política da CDU é radical: “uma outra política fiscal” e a “eliminação imediata da sobretaxa” que, aliás, “nunca devia ter existido” e representa um quinto do valor do “enorme aumento de impostos que o governo impôs ao país”.

Jerónimo fez a segunda arruada do dia. Depois de Lagos, percorreu as ruas de Olhão. Meia hora antes, tinha sido a vez da campanha do Bloco. Catarina Martins liderou o pequeno cortejo, que se cruzou com a comitiva comunista. Mas Jerónimo ainda não estava presente. No final, falando com a ria Formosa, o líder comunista dirigiu-se aos pescadores e mariscadores e pediu-lhes para não desistirem. “Não baixem a bandeira, porque a luta continua” e a campanha “ainda vai à metade”.