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Legislativas 2015

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António Costa apela aos abstencionistas e ao voto útil

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A uma semana das eleições, o líder socialista dramatiza a necessidade de todos os “descrentes” no Governo irem votar (no PS): “Não é ficando em casa que se resolve o problema”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

António Costa aproveitou o último comício da primeira semana de campanha, em Almeirim (Ribatejo), para inaugurar o que deverá ser o mote dos dias que faltam até às eleições: fazer um apelo que todos os “os esmagados, os desalentados, os descrentes” (deste Governo) não se deixem ficar pelas conversas de café e saiam de casa no dia 4 de outubro para irem votar.

“Cada um que fique em casa está a ajudar a manter o atual Governo”, disse o líder socialista, que depois de mais uma sondagem que dá a coligação a crescer nas intenções de voto reiterou que não é isso que lhe diz a “gigantesca sondagem” que faz diariamente a percorrer o país. Esta, explicou, dá-lhe duas certezas: a primeira, que “há uma esmagadora maioria de portugueses que quer que este Governo acabe”; a segunda, “que todos já perceberam que não há muitas variantes para que o Governo de direita acabe e haja uma nova política: uma vitória clara, inequívoca e maioritária do PS).

Respondendo a Passos Coelho, que no comício desta noite, alertara para o caos que pode atingir o país caso a coligação não obtenha maioria absoluta, Costa ironizou, arrancando uma gargalhada ao auditório cheio do cine-teatro: “Há pouco ouvi o primeiro-ministro dizer que seria terrível se não ganhassem com maioria absoluta. Eu imaginei o arrepio que os os portugueses tiveram na espinha só a imaginar que eles ganhavam, quanto mais com maioria absoluta”. E mostrou-se convicto que o se aproxima mesmo, para a coligação de direita, é “uma derrota histórica.