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Legislativas 2015

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“Depois de quatro anos em que se resgataram os bancos, é tempo de resgatar as pessoas”

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Tiago Petinga / Lusa

Em frente à sede do Novo Banco, em Lisboa, o Livre/Tempo de Avançar usou a performance (e algumas caras conhecidas) para mostrar o efeito devastador da austeridade em casos reais

Depois das polémicas da pré-campanha socialista, o Livre/Tempo de Avançar aposta em histórias reais para mostrar o sofrimento das pessoas durante os últimos anos. São atores os que leem os testemunhos daqueles que "têm vergonha do que lhes aconteceu", mas que não deixaram de contar ao L/TDA os maus momentos que viveram.

Questionado sobre a veracidade dos depoimentos, Rui Tavares explica que estas são histórias que chegaram ao Livre através de quem as viveu e que algumas delas são até a realidade de apoiantes ou pessoas próximas à organização. Aqui não há diferenças entre mais novos e mais velhos, ricos ou pobres. Todos os textos lidos relatavam problemas quotidianos e não tão distantes quanto se possa pensar.

Tiago Petinga / Lusa

Da insolvência de um negócio que era até então rentável à manutenção de atividade aberta num período superior a dois anos, foram vários os temas abordados e todos eles expressos sem tabus. A realidade, nua e crua, expõe-se e é preciso "Recomeçar".

"Depois de quatro anos em que se resgataram os bancos, é tempo de resgatar as pessoas" e devolver-lhes as condições necessárias para uma vida digna, expressa Rui Tavares, cabeça de lista do L/TDA por Lisboa. Esta é uma das bandeiras do movimento para a próxima legislatura e o programa "Recomeçar" é uma das linhas estratégicas apresentadas esta quinta-feira.

Da "criação de um fundo de resolução para pessoas, famílias e PME" — no qual será possível juntar credores e pessoas devedoras com o intuito de proceder à restruturação das dívidas — à "impenhorabilidade das casas de primeira habitação", são muitas as medidas apresentadas por Rui Tavares. O tempo de carência após insolvência deve, na opinião do eurodeputado, ser encurtado de cinco para três anos, de modo a que "as pessoas se possam organizar e recomeçar".

Quanto à forma como estes mecanismos seriam suportados, Rui Tavares não tem dúvidas: devem ser financiados através de uma taxa especial sobre a banca.