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Legislativas 2015

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Costa acusa Passos de enganar os portugueses sobre Novo Banco

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Rui Duarte Silva

Para o líder socialista, mais grave do que o facto de o INE ter divulgado o impacto do Novo Banco nas contas do défice é a resposta do primeiro-ministro, que “põe em causa a credibilidade das instituições” e a “transforma o fracasso da venda num enorme sucesso”

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

António Costa acusou esta manhã o primeiro-ministro de “enganar os portugueses” e de ameaçar a credibilidade das instituições, após as suas explicações sobre a revisão em alta do défice para 7,2% em 2014 devido ao impacto do Novo Banco.

“O mais grave do facto de termos conhecido ontem os dados do INE sobre o impacto do Novo Banco no défice público de 2014 foi a resposta que o primeiro-ministro fez questão de dar”, afirmou o líder socialista após uma visita à fábrica da Maçarico, na Praia de Mira.

Defendendo que o chefe do Governo deve explicações aos portugueses, uma vez que dissera no passado que a solução encontrada para o BES não teria impacto nas contas públicas, o secretário-geral do PS frisou que a declaração de Passos Coelho demonstrou “falta de decoro.”

“Com tudo isto está a demonstrar que o Governo mentiu ao dizer que esta medida não tinha impacto direto nas contas públicas e no défice. Tem consequências no défice, no sistema financeiro e na economia”, acrescentou.

António Costa sustentou que a atuação do Executivo colocou em causa a credibilidade das instituições, o que é essencial para a confiança.

“Há limites para tudo, há limites para o descaramento de
transformar o fracasso de uma venda que foi repetidamente dita que era urgente e agora transformada em sucesso, e que quanto mais tarde melhor, mais juros o Estado está a ganhar. Isto não é forma de se relacionar com os portugueses”, insistiu.

Acusou ainda as contas do Governo, que foram apresentadas em Bruxelas, de terem "ruido como um castelo de cartas".

“No PS, ao contrário do Governo, nunca embarcámos na ideia de que o défice deste ano - como que com um efeito milagroso - atingia os 2,7%. Não há nenhuma instituição que dê cobertura a essa previsão do Governo”.

Costa assegurou, por seu turno, que o programa do PS foi feito com prudência e que "nunca assentou numa fantasia".