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Legislativas 2015

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Bruxelas sobre o défice português: 4,7% no 1.º semestre pode dar imagem “distorcida”

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Luis Barra

Comissão Europeia confirma que o adiamento da venda do Novo Banco não tem impacto nas contas do défice para 2015 nem exige mais medidas de austeridade. Quanto ao défice de 4,7% calculado pelo INE até junho, diz que o que importa são os números no final do ano

Bruxelas quer esperar pelo Orçamento do Estado para 2016 antes de rever a posição sobre o défice português para 2015. Questionada sobre o défice de 4,7% do PIB no primeiro semestre deste ano, calculado pelo Instituto Nacional de Estatística, a Comissão Europeia dá margem ao Governo para cumprir a meta e sair do procedimento por défice excessivo.

“Os resultado semestrais ou trimestrais podem dar uma imagem distorcida, por isso, vamos olhar para os resultados portugueses quando tivermos os números para o ano todo”, disse ao Expresso a porta-voz da Comissão Europeia Annika Breidthardt.

Bruxelas não pressiona o Governo e mantém aberta a possibilidade de Portugal cumprir as metas do défice e ficar abaixo dos 3% do PIB.

A última previsão da Comissão Europeia - de Primavera - aponta para que Portugal fique nos 3,1% do PIB, ligeiramente acima da linha vermelha e também da previsão do governo (2,7%). No entanto, em junho, no final da segunda monitorização pós-programa de assistência, Bruxelas dava conta de que a meta do défice nominal estava “mais próxima de ser alcançável”.