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PSP mantém policiamento “normal” nas ações da CDU

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Marcos Borga

Jerónimo de Sousa desceu a Morais Soares, em Lisboa, como é tradição. E teve o habitual banho de multidão. A segurança do partido, no entanto, está mais atenta à proteção do líder

Rosa Pedroso Lima

Rosa Pedroso Lima

Texto

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

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Editor de Sociedade

A polícia não elevou o grau de risco das ações de campanha da CDU, depois dos incidentes registados domingo com um grupo de skinheads. A primeira arruada realizada em Lisboa depois do ataque teve 20 polícias a fazer o acompanhamento. O “normal”, diz fonte oficial. Jerónimo desceu a Morais Soares, como é tradição. E teve o habitual banho de multidão. A segurança do partido, no entanto, está mais atenta à proteção do líder.

“Estiveram no local 400 pessoas que participaram na manifestação e vinte polícias, entre elementos do trânsito e da intervenção rápida - é o normal para este tipo de situações”, garante o comissário Rui Costa, do comando da PSP de Lisboa. “Não houve qualquer reavaliação do nível de ameaça”, assegura o oficial. “Nem reforços.”

As contas da CDU são diferentes, como é costume. Para a coligação de esquerda foram “mais de duas mil” as pessoas que fizeram a arruada atrás do líder comunista. Jerónimo acrescentou ainda a esta conta “as centenas de pessoas que nos cumprimentaram ao longo do percurso” e que fizeram questão de abraçar o secretário-geral comunista e desejar-lhe votos de “felicidades” ou de “um bom resultado”.

Marcos Borga

Aqui, o terreno é, como sempre foi, favorável à CDU. Não há risco de tropeçar em adversários, mas a segurança em torno do líder tornou-se, desde os incidentes de domingo, mais apertada. “O partido fez essa avaliação e está atento”, diz ao Expresso um dirigente. “É normal reforçar a atenção”, refere um responsável da segurança.

No final, da arruada, Jerónimo ainda fez uma breve intervenção. Para dizer como este apoio de rua “nos carrega as pilhas”, mas que não chega. “Há ainda muito para fazer” e até 4 de outubro o resultado não está garantido.

PSP desvaloriza

A PSP, segundo uma fonte policial, está a desvalorizar os incidentes do último domingo, quando um grupo de manifestante anti-imigração agrediu um militante do PCP que saía de um comício no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. “Foi um ato isolado. A PSP não teme que grupos de skinheads planeiem agredir militantes da CDU durante a campanha”, diz a mesma fonte.

Ainda assim, depois do militante ter apresentado queixa-crime, o Ministério Público abriu um processo e a PJ está já a investigar um possível renascer de grupos extremistas de skinheads, responsáveis por agressões e homicídios no passado que culminaram com a condenação em tribunal de Mário Machado, líder dos hammerskins e de mais uma dezena de militantes deste grupo.

Marcos Borga