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Legislativas 2015

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PS: Défice de 7,2% é o “maior fracasso” da governação de Passos

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Luís Barra

Para o deputado socialista Pedro Nuno Santos, Passos tem de dizer aos portugueses “para que é que serviu a austeridade, os cortes na função pública, os cortes nas pensões, o desinvestimento na educação, na saúde, para que é que serviu a emigração”

O dirigente socialista Pedro Nuno Santos considera que os dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto nacional de Estatística (INE) sobre o défice orçamental de 2014 representam o “maior fracasso” de Passos Coelho e do seu Governo. “Este é mesmo o seu maior lapso”, considera o cabeça de lista do PS pelo distrito de Aveiro.

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas em Águeda, num dia que o PS, e o seu secretário-geral António Costa, estão no distrito de Aveiro em campanha para as legislativas de outubro.

Segundo os dados divulgados esta manhã pelo INE, a capitalização do Novo Banco fez o défice orçamental de 2014 subir para 7,2% do PIB, um valor que fica acima dos 4,5% reportados anteriormente.

O primeiro-ministro, acusa Pedro Nuno Santos, “empobreceu o país, degradou serviços públicos, aumentou a emigração, aumentou o desemprego” e no final, sublinha o socialista, “o défice orçamental está praticamente nos mesmos níveis que estava em 2011 e a dívida pública está a aumentar”.

Para o deputado socialista, Passos tem de dizer aos portugueses “para que é que serviu a austeridade, os cortes na função pública, os cortes nas pensões, o desinvestimento na educação, na saúde, para que é que serviu a emigração”.

E acrescentou: “Pedro Passos Coelho é incapaz de assumir as suas responsabilidades. Mas a gestão do processo do Novo Banco não é da responsabilidade de nenhum trabalhador que ficou desempregado, de nenhum jovem que teve de emigrar, de nenhum reformado a quem cortaram as pensões ou de nenhum funcionário público a quem cortaram os salários. A responsabilidade do Novo Banco é mesmo de Pedro Passos Coelho”.

Pedro Nuno Santos lembra que para os objetivos de 2015 serem atingidos será necessário um défice de 1% no segundo semestre, acrescentando que “muito provavelmente” terá de haver uma “injeção adicional de capital no Novo Banco” que irá entrar nas contas deste ano.

O primeiro-ministro e o seu Governo, acusa o dirigente, escondem-se atrás do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e deixam uma “herança pesada”, mas o PS “está pronto para governar, tem um programa estudado, preparado”, e é a única força política capaz de tirar Portugal do “buraco” deixado pelo Executivo PSD/CDS.

De acordo com a segunda notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), enviada esta manhã pelo INE a Bruxelas, em 2014 as administrações públicas registaram um défice orçamental de 12.446,2 milhões de euros, o equivalente a 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O valor agora reportado é uma revisão em alta face ao que tinha sido divulgado na primeira notificação do PDE, uma situação que o INE justifica com “a inclusão de 4,9 mil milhões de euros relativa à capitalização do Novo Banco como transferência de capital”.