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Legislativas 2015

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PCP não fica “contente” com derrapagem do défice, mas aproveita para dizer que tinha razão

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O líder comunista reagiu numa conferência de imprensa convocada em cima da hora

Marcos Borga

Jerónimo de Sousa reage aos 7,2% do défice. Para dizer que “a vida deu razão ao PCP”

“Não sei se influencia o voto”, responde o líder comunista. Em conferência de imprensa, convocada de urgência esta quarta-feira depois de divulgados os dados do INE sobre as consequências, para as contas públicas, da situação do Novo Banco, o PCP faz questão de lembrar que “já tínhamos avisado”.

“A tal dívida que Passos Coelho diz que anda a abater, afinal tem vindo a crescer oito milhões de euros por dia”. O défice “idêntico ao de 2011” é a prova, para os comunistas, de que a política do Governo é “um desastre” e que os “quatro anos de saque ao povo” foram desnecessários.

Em vésperas de eleições, o impacto desta má notícia para a coligação de direita é difícil de calcular. “É uma boa notícia para a CDU?”, pergunta o Expresso. “Ninguém fica contente com o descontrolo das contas públicas”. Mas, acrescenta Jerónimo, “todos os que acreditaram naquela conversa de que o pior já tinha passado têm motivo para se sentirem enganados”.

E daí para "penalizar o Governo" pode ser meio caminho andado para a CDU. Jerónimo, porém, não se compromete.