Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

Novo Banco castiga o défice, Passos desvaloriza: “O dinheiro está a render”

  • 333

Passos Coelho durante uma ação de campanha no Minho, esta quarta-feira

Luís Barra

Passos Coelho diz que o défice de 7,2% do PIB em 2014 “não tem impacto na vida das pessoas” e reafirma que o Governo espera cumprir a meta de 2,7% do défice

O primeiro-ministro desvalorizou esta quarta-feira a revisão em alta do défice de 4,5% para 7,2% do PIB de 2014 por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE), devido à injeção de 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco.

“Como não nacionalizámos o BES apenas emprestámos dinheiro ao fundo de resolução, quanto mais tarde esse dinheiro que nós emprestámos regressar aos cofres do Tesouro, mais dinheiro em juros o país consegue. Quanto mais tempo demorar, mais lucros ganhamos. É dinheiro que está a render, por isso não estamos a perder nenhuma oportunidade”, disse Passos Coelho aos jornalistas, esta manhã, em Arcos de Valdevez.

De acordo com o chefe do Governo, a revisão em alta do défice “não nenhum efeito na vida das pessoas”, não obrigando à tomada de medidas adicionais.

Passos Coelho sustentou ainda que o défice português ficou enquadrado no âmbito das metas acordadas com a União Europeia, sendo que o rácio de dívida tem vindo a diminuir nos últimos três trimestres.

“O INE comunicou também a sua perspetiva quanto ao défice deste ano e está de acordo com os números do Programa de Estabilidade e Crescimento e dentro do défice que tínhamos prometido”, sublinhou.

Garantindo que a meta de 2,7% de défice é “muito importante” para o Governo, Passos Coelho disse que a evolução da despesa tem tido uma evolução consistente ao longo do ano.

“Estamos convencidos de que ficaremos abaixo dos 3% dessa meta. É claramente a nossa convicção e isso são boas notícias.
Esta comunicação do INE reforça que essa meta está ao nosso alcance”.

Questionado sobre a crise de refugiados, o primeiro-ministro disse esperar que no Conselho Europeu desta tarde se possa alcançar uma “resposta consistente” para a tragédia humanitária. “Sobretudo no que toca à primeira questão - as pessoas que fogem da guerra - a Europa não pode demorar”.

“Estamos convencidos de que a Europa precisa de se organizar melhor e mais depressa para inverter esta imagem que deu de não estar organizada e preparada para resolver este problema”, insistiu.

Sobre os 4593 refugiados que Portugal vai receber, Passos adiantou que as autoridades competentes já estão a trabalhar nesse âmbito, salientando porém que não se trata de um processo imediato. “No que está ao nosso alcance estamos a trabalhar intensamente para que possamos tão rapidamente quanto possível ajudar a dar uma resposta de integração efetiva para estas pessoas. Estamos a trabalhar no que toca ao acolhimento. É preciso fazer o recenseamento. Não é possível recebê-las e acolhê-las bem sem as conhecermos ”.