Siga-nos

Perfil

Legislativas 2015

Legislativas 2015

Marinho e Pinto contra a “filosofia de casino”

  • 333

Pedro Barroso, cabeça de lista do PDR por Santarém, e o líder do partido Marinho e Pinto, durante a passagem pela Golegã esta quarta-feira

Alexandra Simões de Abreu

“Não pode haver sectores privilegiados. Uma indústria que tem milhares de postos de trabalho, se vai a falência ninguém a socorre; mas se for um banco dirigido por um bando de vigaristas a ameaçar falência já todo o Estado vai lá meter milhares de milhões de euros”, diz o líder do PDR em reação ao novo valor do défice

“É o défice real. Aparentemente, tem havido sempre maquilhagem, tentativas de fraude para ocultar o défice orçamental. Isto é fruto da filosofia de casino da nossa economia”. Foi com estas palavras que o candidato do PDR começou por comentar a revisão em alta do défice, de 4,5% para 7,2% do PIB em 2014, feita esta manhã pelo INE, devido à injeção de 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco.

Marinho e Pinto afirma que “é urgente regular o sistema financeiro e é urgente adoptar as regras da economia de mercado a todos os sectores. Não pode haver sectores privilegiados. Uma indústria que tem milhares de postos de trabalho se vai a falência ninguém a socorre; mas se for um banco dirigido por um bando de vigaristas a ameaçar falência já todo o Estado vai lá meter milhares de milhões de euros. É preciso que as leis de mercado sejam aplicadas a todos os sectores do mercado”.

As declarações do presidente do PDR foram proferidas à saída de uma visita à fábrica Mendes & Gonçalves, na Golegã, que exporta vinagres e molhos para todos os cantos do mundo, nomeadamente o molho de maionese para as batatas fritas usado pela McDonald’s.

A ação de campanha desta quarta-feira do Partido Democrático Republicano é no distrito de Santarém, e Marinho e Pinto tem a companhia do cabeça de lista naquele distrito, o autor, compositor e intérprete Pedro Barroso.

“Deram-me a possibilidade de ser independente, não me impuseram dogmas e por isso aceitei com muito gosto representar a minha terra, o Ribatejo”, explicou Pedro Barroso, que fez questão de sublinhar ser um “candidato independente” que nunca foi nem é militante de nenhum partido.

Na Golegã, o PDR contou com o apoio e animação de uma carrinha com um painel LED MOvie que insistentemente passava a balada "Trova do vento que passa", de António Portugal e Manuel Alegre, interpretada pelo cabeça de lista.

Barroso diz que nunca tinha pensado algum dia voltar a cantar com tanta força esta e outas canções de intervenção, mas confessa que “o estado de miséria” a que o país voltou e o facto de ter “um filho que teve de emigrar para a Austrália” foram, entre outras, razões suficientemente fortes para aceitar o convite de Marinho e Pinto.

Depois de uma visita à associação nacional de turismo equestre da Golegã, a caravana do PDR foi almocar a Boquilobo, a terra que viu nascer o general Humberto Delgado. Na agenda, segue-se a visita à Escola Prática da PSP em Torres Novas e para fechar o dia uma arruada no Entroncamento.