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Legislativas 2015

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Catarina Martins: “O país que cortou em todas as prestações sociais deu €1950/habitante à banca”

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Nuno Botelho


Bloco de Esquerda já marcou a agenda do primeiro-ministro para esta quarta-feira: será o dia em que Passos Coelho “vai prestar contas” pelo défice de 2014

Paulo Paixão

Paulo Paixão

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

Há organismos comunitários em que o Bloco de Esquerda quer fazer fé. É o caso do Eurostat, a agência de estatística da União Europeia, que estqa quarta-feira deverá divulgar os dados do défice português de 2014.

No comício de terça à noite em Leiria, realizado num restaurante repleto (com uns 130 a 140 apoiantes do BE), Catarina Martins repetiu incessantemente que hoje, quarta-feira, é dia de Pedro Passos Coelho "prestar contas" pelos "quatro anos de empobrecimento do país".

No raciocínio dos dirigentes bloquistas, se o buraco do BES/Novo Banco contou para os resultados de outras instituições financeiras, também terá de ser levado na mesma medida nas contas do Estado no ano passado. "Depois de tudo o que foi feito, o défice de 2014 é igual ao de 2011", disse a porta-voz do BE.

"A menos que haja uma ajuda da Europa" (leia-se, o prejuízo do BES/Novo Banco não ser contemplado), os responsáveis do BE acreditam que os dados do Eurostat vão ser um fator de pressão sobre Passos Coelho.

Para Catarina Martins, num quadro de "défice e dívida imparável", é preciso "acertar contas com o sistema financeiro", lembrando que desde o início do ano o estado já ajudou seis bancos.

"O mesmo país que cortou em todas as prestações sociais, entregou ao sistema financeiro €1950 por cada habitante", afirmou a porta-voz do Bloco de Esquerda e sua cabeça de lista pelo Porto.

E se o alvo de Catarina Martins está bem localizado no Governo de direita e nos partidos que o suportam, a líder do Bloco não deixa de visar António Costa. "O gigantesco buraco da dívida é um buraco onde cabem PSD e CDS, mas também o PS. Não ouvimos uma palavra do PS sobre como por na ordem um sistema financeiro que subjuga o país", afirmou.

A campanha da líder do Bloco de Esquerda arranca esta quarta-feira no distrito de Coimbra, marcando presença de manhã na feira de Miranda do Corvo. Ao início da tarde desce à margem sul do Tejo, para viagens de metro e de autocarro, entre Cacilhas e Cruz de Pau. O dia termina com um comício, à noite, em Setúbal.