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Catarina Martins: “A campanha eleitoral da direita morreu hoje”

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Nuno Botelho

A porta-voz do Bloco de Esquerda considera que a divulgação dos números do défice de 2014 (7,2%) põe fim a “duas mentiras” de Pedro Passos Coelho.

Paulo Paixão

Paulo Paixão

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

"Hoje é o dia em que a campanha eleitoral da direita morreu", disse a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, numa reação aos novos dados do défice português em 2014, fixado esta quarta-feira pelo INE em 7,2% do PIB, sobretudo devido à incorporação dos prejuízos do BES/Novo Banco.

A candidata do BE falou aos jornalistas durante uma ação realizada na margem sul do Tejo, na tarde desta quarta-feira, durante a qual a comitiva bloquista viajou de metro entre Cacilhas e Corroios.

Para Catarina Martins, os números do défice de 2014 (e também os relativos ao primeiro semestre de 2015, que vai em 4,7% do PIB, em vez dos 2,7% estimados pelo Governo para o total do ano) demonstram a existência de "duas mentiras" por parte do Governo.

A primeira delas, segundo a líder do Bloco, tem quatro anos: "A austeridade justificava-se para controlar o défice; depois de a direita ter dito que os sacrifícios serviam para controlar o défice, ele está igual ao de 2011".

A segunda mentira, nas palavras de Catarina Martins, tem um ano: "A resolução do BES não iria custar nada aos contribuintes".

Sobre a explicação de Pedro Passos Coelho, que disse ver nos números revelados pelo INE um mero efeito "estatístico", Catarina Martins foi clara: "Está nas contas públicas, serão as pessoas a pagar", afirmou.

Nuno Botelho