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Legislativas 2015

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Ana Drago acusa o governo de destruir a cultura (e aponta soluções)

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A candidata do Livre/Tempo de Avançar propõe um novo olhar sobre as políticas culturais e pretende que o Ministério da Cultura regresse na próxima legislatura com 1% de dotação orçamental

João Miguel Salvador

João Miguel Salvador

Texto

Jornalista

José Caria

José Caria

Fotos

Fotojornalista

José Gameiro é o cicerone da visita desta quarta-feira de tarde ao Museu Municipal de Portimão (MMP) e Ana Drago, candidata do Livre/Tempo de Avançar (L/TDA), segue-o por entre o local antes dedicado às conservas de peixe.

A antiga fábrica é grande e a temática tratada merece destaque, mas da campanha e de propostas fala-se pouco. Arruadas (pequenas ou grandes) também não há. A visita a Portimão é curta e pretende olhar a realidade pela positiva (sem a mascarar, mas apontando os bons exemplos). O MMP é, para Ana Drago, um deles.

Depois de percorrer o espaço museológico e de perceber a dimensão que a indústria teve na economia local, Ana Drago e apoiantes reúnem-se no Centro de Documentação. O discurso volta-se para a questão cultural. É esse o ponto traçado na agenda e é disso que se vai falar.

A conversa sobre os cortes no financiamento decorre, dando-se também como exemplo o Museu da Cortiça (em Silves), entretanto encerrado. “Confundiu-se construção civil com estrutura” e agora temos espaços construídos mas sem qualquer atividade, explica Ana Drago, concluindo que a cultura é quase sempre deixada para trás em momentos de aperto financeiro.

José Caria

Ao Expresso, confirma o que se falava no interior. “Se alguém tivesse pensado numa forma de destruir o sector da cultura em Portugal não teria feito muito diferente do que este governo fez.” A tirada está lançada e é preciso agir.

Quanto à importância do regresso do Ministério da Cultura, a candidata considera “necessário ter uma estrutura com uma visibilidade e com um grau de capacidade de atuação dentro do governo”. Pensando a cultura como “algo estruturante para a comunidade e um serviço público como qualquer outro”, o L/TDA julga ser necessário 1% de dotação orçamental para esta matéria. A regulamentação do trabalho intermitente é também um dos objetivos do partido.