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Legislativas 2015

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Garcia Pereira acredita que muitos socialistas apoiam projeto do PCTP/MRPP

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RUI MINDERICO/LUSA

O candidato por Lisboa às eleições legislativas, PCTP/MRPP, promete lutar para travar todos as privatizações em curso e exigir a reposição imediata dos salários ao nível de 2011

O candidato do PCTP/MRPP por Lisboa às eleições legislativas, Garcia Pereira, disse esta terça-feira acreditar que vários setores da sociedade e muitos socialistas, excluindo o atual secretário-geral, apoiam o projeto que o partido defende para o país.

Falando aos jornalistas pouco antes de uma visita às oficinas do metropolitano de Lisboa (a entrada nas instalações foi vedada à imprensa), Garcia Pereira reafirmou o projeto de uma Frente Democrática e Patriótica (com saída do euro e recusa de pagamento da dívida pública) à qual todos são bem-vindos desde que democráticos e patrióticos, que se pode fazer com o PS ainda que não com António Costa.

Nas ações de campanha, disse, muitas pessoas lhe têm assinalado o apoio a essa saída do euro, algo que o PCP não quer, defendendo antes “algo oportunista” que é “estar preparado” para a saída do euro e reestruturar a dívida, acrescentou questionado pelos jornalistas.

Afirmando que as oficinas do Metro são um “local simbólico” da luta dos trabalhadores ao longo dos anos, agora a braços com um processo de privatização, Garcia Pereira prometeu que se for eleito lutará para travar todos as privatizações em curso (nomeadamente da TAP), por um salário mínimo de 550 euros e a reposição imediata dos salários ao nível de 2011.

E o objetivo, precisou, não é eleger um deputado, mas ter uma representação parlamentar, até porque os portugueses conhecem “a imagem de marca” do PCTP/MRPP, um partido que “sempre disse as verdades que têm de ser ditas”, desde a adesão de Portugal à União Europeia (contra) ao caso BES (“um buraco de milhões que vai cair encima dos trabalhadores”).

Outra verdade do PCTP/MRPP é a de que a União Europeia é a responsável pelo movimento sem precedentes de refugiados na Europa, por ter fomentado a guerra nos países de origem, como já tinha feito com a anterior Jugoslávia. E se a Hungria se comporta como nazi no caso dos refugiados também a chanceler alemã, Angela Merkel, devia de ser “levada a tribunal”.

Estas questões, salientou, estão arredadas da campanha eleitoral, na qual não se fala da dívida pública, do euro, do tratado orçamental, da justiça ou de José Sócrates. Era isto, disse, que se devia discutir. E, acrescentou, se o país não mudar de políticas o futuro dos jovens “é acabar a servir bicas aos turistas alemães”.