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Legislativas 2015

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Costa passa ao ataque, responde à coligação e acusa Passos de “fazer truques”

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FOTO Rui Duarte Silva

O líder socialista promete ser o presidente da Câmara de todos os portugueses

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

António Costa passou esta terça-feira ao ataque e, num almoço com apoiantes em Viseu, acusou Passos Coelho de “descaramento” e de “fazer truques” para procurar enganar as pessoas sobre o programa do PS, “repetindo desde há dias uma lengalenga" sobre um eventual corte de pensões” que os socialistas estariam dispostos a fazer.

Ao mesmo tempo, prometeu ser o presidente de Câmara de todos os portugueses, “de norte a sul, do litoral ao interior”. O diálogo democrático faz-se ouvindo e explicando cara a cara, disse, sublinhando que foi isso que fez durante os dois anos em que foi presidente da autarquia de Lisboa.

“Saberei ser primeiro-ministro de Portugal, como soube ser presidente da câmara da minha terra, serei primeiro-ministro como presidente da câmara de todo o pais e de todos os portugueses, do norte a sul, do litoral a interior.”

Mas a resposta taco a taco às perguntas da coligacão tinha vindo antes. Repetindo o que já dissera pela manhã na TSF, garantiu que “não haverá quaisquer cortes de pensões, nem das de hoje nem das de amanhã”. E acusou: “Eles, sim, querem cortar 600 milhões nas pensões a pagamento”.

”Quando referimos que eles querem cortar 600 milhões nas pensões é a despesa que querem cortar nas pensões em cada ano, mas se a multiplicássemos por quatro, podíamos dizer que eles querem cortar 2400 milhões de euros aos atuais pensionistas nos próximos quatro anos”, afirmou o líder socialista.

António Costa cumprimenta um condutor durante a passagem da sua caravana por Viseu

António Costa cumprimenta um condutor durante a passagem da sua caravana por Viseu

Rui Duarte Silva

“O Dr. Passos Coelho resolveu fazer um truque no género”, explicou ainda Costa, acusando a coligação de multiplicar por quatro o que o programa do PS prevê como uma poupança de 250 milhões de euros num conjunto de prestações de natureza não contributiva, do que resulta mil milhões de euros.

“Que fique claro”, tornou a repetir, “não vamos cortar mil milhões de euros a ninguém nem sequer 250 milhões a quem quer que seja”.

“Não confundimos o que é poupar recursos de cortar prestações”, disse ainda. “Cortar é tirar o que cada um recebe e tem direito a receber, poupar é deixar de gastar porque deixou de ser necessário essa despesa”.

Costa voltou ainda a expressar a ideia de que o programa do PS inclui uma verba de 1400 milhões de euros para a legislatura para reforço das políticas sociais, entre elas uma prestação nova, um complemento salarial de que deverão beneficiar os 10% dos trabalhadores que vivem no limiar da pobreza.

Nesta linha, acusou ainda a coligação de gerir mal os dinheiros públicos com as políticas assistencialistas como a criação de cantinas sociais, depois de ter privado as pessoas dos seus rendimentos, tendo de alimentar-se “à custa de uma versão moderna da sopa dos pobres do principio do século XX”.

“Esta opção é ofensiva porque atentatória da dignidade de cada um e errada do ponto de vista financeiro da boa gestão do dinheiro publico”, explicou o líder socialista, exemplificando com o caso de um casal com dois filhos que perdeu 370€ do rendimento social de inserção, que custa ao Estado estado nas cantinas sociais 600€ por mês.