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Legislativas 2015

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“Ainda acabamos a fazer uma 'quermessezinha' para os pobrezinhos no Natal”

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Rui Duarte Silva

António Costa ironiza ideia de subscrição pública de Passos Coelho

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

O candidato socialista voltou esta terça-feira a relembrar a proposta de Passos Coelho de fazer uma subscrição pública para os lesados dos BES para destacar que os direitos fundamentais não se asseguram por essa via.

Numa intervenção num comício terça-feira à noite em Viseu, toda ela dedicada aos direitos dos cidadãos e aos deveres do Estado, o líder socialista afirmou que os direitos fundamentais devem ser assegurados por serviços públicos de qualidade e garantidos pelo Governo.

“Porque senão”, referiu, “um dia deste fazemos uma subscrição pública para as crianças que não têm escola pública poderem frequentar colégios privados, fazemos depois umas rifas para financiar a operação de quem não tem acesso ao hospital privado, e todos os anos pelo Natal fazemos uma quermessezinha para arranjar uma ceia para os pobrezinhos que têm direito a comer pelo menos na noite de Natal”.

O que está em causa no dia 4 de Outubro é “algo da maior importância”, destacou António Costa: “São duas formas de ver a sociedade e não pensávamos que teríamos de voltar a discutir com a direita o modelo social europeu que foi partilhado por muitas famílias políticas, socialistas, comunistas, democratas cristãos”.
Costa voltou a referir que o seu partido tem um programa estruturado e que não andou de “terra em terra a prometer coisas”.

“Já ando há anos demais na vida política para estar disponível para ganhar umas eleições e perder, modéstia à parte, os créditos que acumulei durante vários anos, nas várias funções que exerci na vida pública e estar daqui a quatro anos como Passos Coelho, sem merecer a vossa confiança porque traí aquilo que aqui disse e me comprometi a fazer”, concluiu o candidato socialista, que considerou que nas próximas duas semanas “não podemos descansar”.

Esta terça-feira, António Costa andou pelo distrito de Viseu, onde visitou o quartel dos bombeiros e até entrou num helicóptero Kamov

Esta terça-feira, António Costa andou pelo distrito de Viseu, onde visitou o quartel dos bombeiros e até entrou num helicóptero Kamov

Rui Duarte Silva

O lapso de Santos Silva e o dolo de Galamba

Antes de Costa falaram os dois primeiros candidatos pelo distrito, Maria Manuel Leitão Marques, cabeça de lista, e António Borges, presidente da federação socialista e segurista, e ainda João Galamba, que sendo embora candidato por Coimbra veio esta noite a Viseu acusar a coligação e em particular Paulo Portas de “regressar às mentiras e enganos, porque elas abundam”, segundo disse.

Galamba destacou em particular o caso do Novo Banco, cuja venda foi adiada pelo Governo, o que vai provocar que o défice de 2014 seja de 7,4%, exatamente o mesmo - afirmou - com que começou em 2011.

“Isto não é um lapso, é dolo”, referiu, numa alusão às palavras de ontem de Augusto Santos Silva. “Não é engano, é de propósito, porque eles precisam de esconder aos portugueses o que fazem”.

O dia de António Costa foi todo ele passado pelo distrito de Viseu. Durante a tarde visitou uma fábrica têxtil modelo, em Carregal do Sal, e fez uma pequena arruada em plena terra de Salazar, Santa Comba Dão. Lembrando os seus tempos de ministro da Administração Interna, visitou o quartel dos bombeiros e até entrou num helicóptero Kamov.