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Legislativas 2015

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Passos enganou-se: confundiu reembolso de uma obrigação com pagamento antecipado ao FMI

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Luís Barra

História é contada pelo “Jornal de Negócios”. Os 5,4 mil milhões de euros que Portugal vai devolver no próximo dia 15 de outubro são compromisso assumido com uma obrigação do Tesouro e não um terceiro reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional, como tinha anunciado o primeiro-ministro

Está oficialmente confirmado: foi um lapso. Os 5,4 mil milhões de euros que Portugal vai devolver no próximo dia 15 de outubro são um reembolso de uma obrigação do Tesouro que vence nessa data e não um reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), como tinha anunciado esta segunda-feira Pedro Passos Coelho.

A notícia do reembolso foi um dos temas do dia, mas, segundo o “Jornal de Negócios”, a verba a entregar aos investidores resulta de uma obrigação emitida em 2005, cujo pagamento estava agendado para agora. O engano foi admitido por fonte oficial do gabinete de Passos Coelho.

Também ao “Negócios”, o primeiro-ministro explicou que o Governo estava à espera de receber os 3,9 mil milhões de euros aplicados no Novo Banco para fazer mais um reembolso ao FMI. Sem a concretização dessa venda, o que está agora em cima da mesa é avaliar “se é financeiramente favorável contrair um empréstimo para, até ao fim do ano, fazer mais um pagamento antecipado”.

Caso o pagamento se venha a concretizar, será a terceira vez que é feito um reembolso antes do prazo aos credores internacionais. Portugal já o fez em março (6.600 milhões de euros) e em junho (quase mais 1.900 milhões de euros).