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Legislativas 2015

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Costa insiste que recusa acordo com Passos para cortar 600 milhões nas pensões

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Rui Duarte Silva

Secretário-geral do PS manifestou a sua posição em resposta a um idoso durante uma visita a vale da Vilariça

O secretário-geral do PS afirmou esta segunda-feira que o primeiro-ministro pretende uma revisão constitucional para cortar 600 milhões de euros no sistema de pensões, mas insistiu que os socialistas estão totalmente indisponíveis para esse acordo.

António Costa falava em resposta a um idoso no vale da Vilariça, numa exploração de regadio com cerca de dois mil hectares e que abrange os concelhos de Vila Flor, Torre de Moncorvo e Alfandega da Fé.

Um idoso pediu ao líder do PS para não ir na “façanha” de Pedro Passos Coelho sobre a Segurança Social e António Costa respondeu imediatamente: “Ele sabe que, para cortar 600 milhões de euros, precisa de uma revisão da Constituição, mas não vai ter acordo nenhum do PS”, declarou.

Acompanhado pelo secretário nacional do PS para a Organização, Jorge Gomes, também cabeça de lista socialista por Bragança, António Costa ouviu sobretudo explicações técnicas sobre os projetos de expansão daquele regadio do nordeste transmontano e falou no programa do seu partido que prevê um plano nacional para o regadio, a reparação e a construção de barragens.

No vale de Vilariça, há explorações a produzirem em larga escala pêssegos, pera rocha e cerejas e com uma aposta crescente no olival, tendo como base a utilização de novas técnicas de aproveitamento da água (como a rega em simultâneo com a aplicação de fertilizantes) para propriedades de cerca de 800 agricultores.

Já na parte final da visita, um agricultor manifestou-se descrente com os políticos e com os governos nacionais, e António Costa respondeu-lhe com humor: “Eu experimento os seus pêssegos e o senhor experimenta o meu Governo”.

Num breve discurso perante algumas dezenas de agricultores que acompanharam a sua visita, o líder socialista manifestou a sua satisfação com a qualidade do projeto agrícola do Vale de Vilariça, sobretudo com a articulação existente entre as instituições de Ensino Superior transmontanas e as práticas de regadio.

“É um bom exemplo de articulação entre inovação e melhoria da produção, permitindo em consequência uma melhoria do rendimento das pessoas. Por isso, é muito importante o país aproveitar as verbas comunitárias para se poder alargar os perímetros de rega e para se recuperar aqueles que têm de ser recuperados”, disse.

Depois, referiu que o programa eleitoral do PS apresenta a meta de alargar e recuperar mais de 60 mil hectares de regadio, “o que é importante para a valorização dos solos do território nacional”.

“Podemos aumentar muito a produção, mantendo a qualidade”, completou, antes de elogiar os jovens empreendedores rurais.

“Tenho muita pena que no Plano de Desenvolvimento Rural não tenha ficado consagrada a figura do empreendedor rural, mas isso está previsto no programa de Governo do PS”, contrapôs.