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Legislativas 2015

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Ana Drago. “Ou Passos Coelho acredita no Pai Natal ou está a mentir aos portugueses”

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Pedro Nunes/Lusa

Numa ação de campanha do Livre/Tempo de Avançar em Aveiro, Rui Tavares e Ana Drago quiseram mostrar a divergência entre as contas da coligação para o plafonamento das contribuições e os números do ministro Pedro Mota Soares

No cerne da questão apresentada esta segunda-feira por Ana Drago e Rui Tavares em Aveiro está a reforma da Segurança Social, que a coligação espera poder avançar já no próximo ano. As intervenções sobre o plafonamento têm sido várias, mas a número dois do Livre/Tempo de Avançar por Lisboa pretende que este debate seja claro.

Para o Livre, existe uma diferença inconciliável entre as declarações de Passos Coelho e aquilo que Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, “deixou cair” numa reunião de quadros do CDS/PP no início do mês.

Embora o primeiro-ministro explique que o plafonamento apenas acontecerá para pensões de “vários milhares de euros” (muito superiores ao valor médio das pensões, na casa dos 900 euros) e para novos contribuintes, Ana Drago não está contente. A militante do Livre/Tempo de Avançar considera, em declarações ao Expresso, que até agora “nunca se percebeu qual o valor que queriam atingir com a medida e qual o preço dela”.

Se o valor de Mota Soares agora apresentado pelo Livre — um custo de 538 milhões de euros de receitas anuais para a Segurança Social — está certo, então “é mentira que o plafonamento não seja para todos os contribuintes e seja apenas para os que entrem na carreira contributiva”. Para Ana Drago, “ou Passos Coelho acredita no Pai Natal ou acredita que teremos 400 mil novos trabalhadores a ganhar mais de 3000 euros ou está a mentir aos portugueses”.

Ana Drago aponta para “o leilão de cortes na Segurança Social que temos tido” nos últimos dias e salienta que a ponta do véu destapada esta segunda-feira por Passos Coelho em Beja acaba por mostrar muito pouco. Para a candidata do Livre/Tempo de Avançar, “o que não se pode ter é uma medida sem contas e que esconde a vontade real”.

De acordo com as contas do ministro apresentadas por Ana Drago, o plafonamento custará “mais de dois mil milhões de euros em quatro anos de legislatura”. A candidata do Livre considera que este valor “não é um buraco mas sim um rombo que coloca em risco as pensões atuais e futuras”.